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Campinas e Região

Aula de Haddad na Unicamp é interrompida por confusão com membros do MBL

Vídeos registraram o momento do início da confusão e de parte da briga

Henrique Alves
HENRIQUE ALVES

03/07/2026 • 12:55 • Atualizado em 03/07/2026 • 14:42

Haddad encerrou o discurso logo após a confusão

Haddad encerrou o discurso logo após a confusão

Reprodução/Redes Sociais

A aula magna de Fernando Haddad (PT), pré-candidato ao governo do São Paulo, foi interrompida por uma confusão, na noite desta quinta-feira (2), no Teatro de Arena da Unicamp, em Campinas (SP).

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Enquanto Haddad discursava no Teatro, manifestantes do Movimento Brasil Livre (MBL) interromperam as falas ofendendo o pré-candidato e denunciando uma suposta campanha antecipada.

A ação resultou em um tumulto que terminou com agressões entre os grupos. Os homens foram retirados do campus pela equipe de segurança. Não há informações de feridos.

O evento começou por volta das 19h e discutia os desafios econômicos do Brasil. Logo após a confusão, Haddad finalizou o discurso.

Em nota, a Reitoria da Unicamp condenou os atos de violência:

A interrupção, por meio de agressões, de uma atividade acadêmica aberta à comunidade é inaceitável e contraria os princípios mais fundamentais da instituição.

O Partido dos Trabalhadores (PT) também se manifestou: “O Partido dos Trabalhadores repudia os episódios de violência política perpetrados por integrantes da extrema direita contra o pré-candidato ao governo ao estado de SP do PT, Fernando Haddad”.

Até a publicação desta reportagem, o Movimento Brasil Livre (MBL) não se posicionou publicamente.

Leia as notas na íntegra

Nota do PT:

"O Partido dos Trabalhadores repudia os episódios de violência política perpetrados por integrantes da extrema direita contra o pré-candidato ao governo ao estado de SP do PT, Fernando Haddad.

Pela segunda vez, integrantes desse grupo político de extremistas provocam conflitos em atos do nosso pré-candidato.

Haddad tem percorrido o estado com o objetivo que deveria ser de interesse de todos dispostos a disputar as eleições: debater propostas para o desenvolvimento econômico e social para todos os paulistas. É o que o PT defende nas eleições em todo país, um pleito com respeito ao eleitor e projetos para melhorar a vida do povo brasileiro.

Os dois atos de violência política usaram táticas semelhantes: são premeditados, com celulares gravando em diversos ângulos e com provocações para estimular conflitos violentos.

Na democracia, as divergências são resolvidas no debate de ideias e não no estímulo à violência. O PT reitera o irrestrito apoio e solidariedade a Haddad e aos integrantes da pré-campanha e reafirma que não tolerará abusos e atos de violência e não se furtará de acionar as medidas cabíveis.

Edinho Silva

Presidente nacional do Partido dos Trabalhadores

3 de julho de 2026"

Nota da Reitoria da Unicamp:

"A Reitoria da Universidade Estadual de Campinas condena veementemente os atos de violência e tumulto registrados no transcurso da aula magna realizada na noite de 2 de julho, no Teatro de Arena da Universidade. A interrupção, por meio de agressões, de uma atividade acadêmica aberta à comunidade é inaceitável e contraria os princípios mais fundamentais da instituição.

A Unicamp reafirma seu compromisso histórico com a liberdade de expressão, o pluralismo de ideias e o debate qualificado — valores essenciais de qualquer universidade pública e da própria democracia. Divergências políticas e ideológicas são bem-vindas e devem ser expressas dentro do respeito mútuo e das regras do debate acadêmico, jamais por meio de violência ou intimidação.

A Reitoria informa que apura os fatos ocorridos e adotará as medidas cabíveis, em conjunto com as instâncias internas competentes. A Universidade permanecerá um espaço livre, seguro e plural para a construção do conhecimento e o exercício da cidadania.

Campinas, 3 de julho de 2026.

Reitoria da Unicamp"