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Bronquiolite em bebês: saiba como identificar e as novidades no tratamento

Atualização do Ministério da Saúde foca em prevenção para grupos de risco e tecnologias que reduzem a necessidade de intubação

Rafaela Oliveira
RAFAELA OLIVEIRA

15/08/2026 • 12:00 • Atualizado em 15/08/2026 • 12:00

Pediatra Alexandre Carvalho Nogueira explica atualizações no tratamento das bronquiolites

Pediatra Alexandre Carvalho Nogueira explica atualizações no tratamento das bronquiolites

oto: Divulgação/ Rede Mário Gatti

O Ministério da Saúde publicou, em julho deste ano, uma atualização do guia de prevenção, diagnóstico e tratamento da bronquiolite viral. A doença é uma infecção que atinge principalmente crianças menores de dois anos, causando inflamação nas vias aéreas inferiores. Embora os casos aumentem no inverno, o registro da enfermidade ocorre durante todo o ano.

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A bronquiolite costuma começar como um resfriado comum, o que torna o diagnóstico difícil nos primeiros dias. Segundo o pediatra Alexandre Carvalho Nogueira, a confirmação geralmente ocorre a partir do terceiro ou quarto dia, quando surgem os sinais característicos de inflamação nos bronquíolos. O diagnóstico é clínico, baseado no exame físico, não dependendo obrigatoriamente de exames como raio-X.

O que mudou no tratamento

A maior parte dos casos é leve e pode ser tratada em casa com hidratação, controle da febre e lavagem nasal frequente. No entanto, o novo guia reforça que algumas práticas antigas não são mais recomendadas:

  • Nebulização com solução salina hipertônica: Não demonstrou benefícios e pode agravar o quadro.
  • Antibióticos e medicamentos para asma: Não devem ser usados rotineiramente em crises iniciais de bronquiolite.

Como novidades preventivas, o guia destaca a vacinação de gestantes (a partir da 28ª semana) para transferir anticorpos ao bebê e o uso do anticorpo monoclonal Nirsevimabe para crianças com maior risco de formas graves.

Quando procurar o médico?

Os pais devem buscar atendimento imediato se a criança apresentar:

  • Dificuldade para respirar (respiração acelerada ou afundamento das costelas).
  • Recusa alimentar.
  • Sonolência excessiva ou febre alta.

Para os casos que exigem internação, o uso de tecnologias como o cateter nasal de alto fluxo e ventilações não invasivas (CPAP e BIPAP), disponíveis no SUS, tem reduzido significativamente a necessidade de intubação em comparação com décadas anteriores.

Prevenção simples

Para evitar a transmissão, as recomendações incluem manter ambientes ventilados, lavar as mãos com frequência, evitar contato com pessoas gripadas e realizar a higiene nasal dos bebês. "O simples bem feito funciona", afirma o pediatra.