
Manuela Cotrin Carósio morreu na data em que completaria 10 anos de idade
Foto/Arquivo pessoal
Os vereadores de Campinas (SP) aprovaram nesta quarta-feira (3) o Projeto de Lei que cria a “Lei Manuela”, que proíbe o funcionamento de motores de sucção e obriga a instalação de dispositivos para segurança em piscinas de uso coletivo. Manuela Cotrin Carósio, que tinha 9 anos na data do acidente, morreu em de dezembro de 2024, depois de ficar 11 dias internada, após ficar sete minutos submersa ao prender o cabelo no ralo da piscina de um resort de luxo.
O projeto, aprovado em primeira votação, de autoria da vereadora Debora Palermo (PL), estabelece a proibição dos motores de sucção em piscinas de uso coletivo durante o período em que estiverem abertas aos usuários e obriga a instalação de dispositivos de segurança nesses equipamentos. A regulamentação deve ser aplicada em piscinas de uso coletivo localizadas em praças de esportes, clubes esportivos, academias, condomínios verticais e horizontais, associações, hotéis, pousadas e estabelecimentos congêneres.
“Infelizmente, são inúmeros os casos, no Brasil e no mundo, de acidentes fatais, porém acidentes que podem ser evitados devem ser chamados de negligência, e uma forma de prevenir os tais “acidentes” e “transformar a dor em amor” é denominar presente Projeto de Lei como “Lei Manuela”, em homenagem a este movimento nacional e à pequena Manuela Cotrin Carósio”, disse a vereadora.
Os pais de Manuela, Carina Brandt Cotrin Carosio e Élio Carósio Neto, segundo a vereadora, pediram apoio para que o projeto seja estendido a todo o país.


