A Câmara Municipal de Piracicaba suspendeu o exercício da função pública do vereador Cássio Luiz Barbosa (PL), o Cássio Fala Pira, alvo de denúncias de crimes sexuais contra mulheres, preso na última quinta-feira (9). A medida cumpre decisão proferida pela juíza Ana Cláudia Madeira de Oliveira. O ato da presidência 22/2025 foi publicado nesta segunda-feira (13).
Segundo o despacho judicial, foi imposta ao parlamentar uma medida cautelar do Código de Processo Penal, que estabelece a suspensão do exercício da função pública do parlamentar por prazo indeterminado, até que ocorra a conclusão das investigações pertinentes ao processo em que ele é investigado.
Assinado pelo presidente da Câmara, Rerlison Teixeira de Rezende (PSDB), o ato produz efeitos retroativos a 11 de outubro de 2025. O presidente ressalta que a providência foi adotada a fim de garantir o cumprimento da determinação do Poder Judiciário, encaminhada à Câmara no último dia 10 de outubro, pela 1ª Vara Criminal da Comarca de Piracicaba do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.
A Câmara já havia se manifestado publicamente sobre os acontecimentos que envolveram a prisão temporária do vereador Cássio Luiz Barbosa, o Cássio Fala Pira (PL), ocorrida na última quinta-feira (9), quando ocorreram também buscas e apreensões em seu gabinete parlamentar. Na ocasião, a Casa de Leis esclareceu ter prestado suporte irrestrito às autoridades competentes e que segue acompanhando o caso para garantir que as medidas administrativas e regimentais sejam tomadas.
Acusado de crimes sexuais
O vereador de Piracicaba (SP), Cássio Luiz Barbosa, conhecido como Cássio Fala Pira (PL), foi preso temporariamente pela Polícia Civil, na manhã desta quinta-feira (9). O parlamentar é alvo de, pelo menos, sete denúncias de crimes sexuais contra mulheres. A prisão aconteceu na casa do vereador. No escritório e gabinete dele, também foram cumpridos mandados de busca e apreensão.
A defesa do parlamentar disse que as acusações feitas ao vereador “não correspondem à verdade”, que considerou precoce a representação de prisão temporária junto ao Poder Judiciário, já que o vereador não foi convocado anteriormente para ter a “oportunidade de esclarecer os supostos fatos e acusações vindo, em maioria, de usuários da internet"e que, ao final do processo, a inocência e Cássio Fala Pira será comprovada.
A Câmara se pronunciou, por meio de nota, e disse que, desde o conhecimento das denúncias, tem prestado suporte às autoridades que conduzem as investigações:
“A presidência da Câmara Municipal está acompanhando de perto o desenrolar do caso, em contato permanente com a Procuradoria Legislativa da Casa, a fim de garantir que todas as medidas administrativas e regimentais cabíveis sejam tomadas e em estrita conformidade com a legislação vigente.
A Câmara Municipal de Piracicaba reitera seu compromisso com a ética, a moralidade pública e a legalidade. Quaisquer novas informações relevantes sobre o caso serão comunicadas à população com a máxima seriedade e responsabilidade”, finaliza a nota.
O Diretório Municipal do Partido Liberal (PL) de Piracicaba também divulgou uma nota afirmando que reconhece a gravidade das acusações e a importância de uma apuração rigorosa e imparcial e que, para isso, confia na Justiça e no trabalho da Polícia Civil.
O documento também diz que o PL, “fiel aos seus princípios de moralidade, ética e respeito à família, repudia veementemente qualquer ato de importunação, assédio ou violência contra a mulher”.
Além disso, o Diretório Municipal do partido afirma que, se confirmada a veracidade das denúncias, adotará as medidas cabíveis no âmbito partidário, incluindo a abertura de um processo disciplinar que poderá resultar na expulsão de Cássio Fala Pira.
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