
Vereador Otto Alejandro nega acusações
Arquivo/CMC
A Corregedoria da Câmara Municipal de Campinas (SP) finalizou a investigação contra o vereador Otto Alejandro (PL) e protocolou um Projeto de Resolução que aplica a suspensão temporária do mandato por 45 dias. A medida prevê o prejuízo de vencimentos e fundamenta-se na caracterização de infração ética e disciplinar. O caso teve início após representação de seis parlamentares, que apontaram condutas incompatíveis com os deveres do cargo.
O projeto de suspensão deve ir à votação em plenário nesta quarta-feira (4). Para que a punição seja aprovada, é necessário o voto favorável de dois terços dos vereadores. No mesmo dia, o plenário também deve analisar o relatório da Comissão Processante (CP), que, diferentemente da Corregedoria, sugeriu o arquivamento das investigações em dezembro. Para ser ratificado, o relatório da CP precisa de maioria simples.
Na Justiça
Enquanto a esfera política decide o futuro do mandato, a Justiça determinou o arquivamento e a extinção da punibilidade em processos criminais que envolviam o parlamentar. As decisões abrangem acusações de suposta violência doméstica, além de incidentes em um bar e uma briga no trânsito.
No caso de violência doméstica, o Ministério Público ressaltou que a mulher se retratou e o acervo probatório foi considerado "frágil". Já em relação ao desentendimento com um motorista de ônibus e uma briga com guardas municipais, a Justiça declarou extinta a punibilidade de Alejandro.
Outro lado
A defesa do vereador, representada pelo advogado Ralph Tórtima Filho, mantém a negativa de todas as acusações. Em nota, Otto Alejandro afirmou que não cometeu crimes ou agressões e que os episódios registrados foram "equívocos" demonstrados ao longo do processo judicial.
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