
Parceria para combater contaminação e falsificação de bebidas alcoólicas
Reprodução/Pixabay
A Prefeitura de Campinas (SP) e a Associação Brasileira de Bebidas (ABRABE) assinaram um termo de cooperação, nesta sexta-feira (5), que tem como objetivo capacitar órgãos públicos da região para enfrentar o problema da contaminação por metanol e falsificação de bebidas alcoólicas.
Hoje, são mais de 400 processos que investigam a contaminação e falsificação de bebidas no país e, pelo menos, 25% deles estão na região de Campinas, segundo a ABRABE.
O acordo é fundamental para diversos órgãos públicos, incluindo a Guarda Municipal, a Vigilância de Saúde, a Polícia Militar e a Polícia Civil. A ABRABE tem especialistas para identificar falsificações e verificar seus indícios, o que será transferido aos guardas municipais e agentes da Vigilância de Saúde.
Com esse projeto, a população vai contar com uma fiscalização mais qualificada, com maior capacidade de identificar bebidas falsificadas e de proteger mais o consumidor de uma eventual contaminação.
Com o resultado prático da cooperação, será adicionada ao currículo de formação dos novos guardas municipais uma disciplina específica sobre como identificar e suspeitar de uma bebida falsificada.
Foco na Inteligência e Repressão
Essa parceria é inédita por ser a primeira de natureza oficial a ter um olhar mais próximo da população.
O termo de cooperação foca em quatro pilares: educação, inteligência, troca de informações sobre as bebidas, e os modos operantes dos falsificadores, além de buscar soluções de fiscalização efetivas para proteger o consumidor.
O treinamento prático inclui orientações sobre informações específicas relacionadas ao produto visualmente e sobre a forma como os falsificadores ou contrabandistas fazem para ofertar bebidas ilegais.
A parceria também abrange que os criminosos fiquem presos. A ABRABE apoia essa frente, atuando como assistente de acusação em todo o processo.
Ameaça à Saúde Pública: O Metanol
A falsificação de bebidas, que poderia ser vista apenas como uma questão de não pagamento de impostos, é um crime à saúde pública devido à possibilidade de contaminação por metanol, exigindo um combate maior.
O metanol entrou nas bebidas devido à contaminação do etanol combustível. O etanol combustível é o principal insumo, por ser um álcool mais barato, que os falsificadores utilizam para adulterar bebidas alcoólicas.
É fundamental ressaltar que o etanol combustível, mesmo sem o metanol, é impróprio para o consumo humano, sendo agressivo ao organismo. Contudo, com a eventual contaminação por metanol, ele se torna extremamente mortal.
A intoxicação por metanol é um quadro clínico dramático e pode levar a óbito, dependendo do grau. Qualquer bebida ilegal, seja falsificada ou contrabandeada, sem origem e sem garantia de qualidade e higiene, traz risco ao consumidor.
*Estagiária sob supervisão.

