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Campinas e Região

Campinas registra queda de 60% no número de mortes de trânsito

Foram quatro vidas perdidas entre janeiro e fevereiro de 2026, contra dez no período equivalente do ano passado; confira os dados

Maria Eduarda Lopes
MARIA EDUARDA LOPES

25/03/2026 • 09:30 • Atualizado em 25/03/2026 • 09:30

Emdec

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O primeiro bimestre de 2026 foi encerrado com saldo positivo de preservação da vida no trânsito campineiro. Nas vias urbanas, onde a Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec) tem gestão, foram seis vidas salvas: houve queda de 60% nos óbitos, em relação ao mesmo período de 2025. Foram quatro vidas perdidas entre janeiro e fevereiro de 2026, contra dez no período equivalente do ano passado.

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Os dados compõem o Boletim Informativo de Óbitos no Trânsito da Emdec, que desde o início de 2026 passou a considerar como vítima fatal aquelas que falecem em até 30 dias após o sinistro (acidente).

Pedestres e motociclistas se mantêm como os que mais morrem no trânsito de Campinas, com duas mortes em cada grupo. Neste primeiro bimestre, eles foram as únicas vítimas fatais. O município não computou, em vias urbanas, mortes de condutores de outros veículos ou ciclistas em 2026.

As duas mortes de motociclistas ou garupas representaram uma queda de 67% e quatro vidas salvas no período. No primeiro bimestre de 2025, foram seis óbitos.

Entre os pedestres, a redução nas mortes foi de 33% no período acumulado: uma morte a menos do que em 2025.

Confira a relação dos locais onde ocorrem os óbitos em vias urbanas:

  • Av. Carlos Lacerda | Motociclista.
  • R. Achilles Bertoldi | Motociclista.
  • R. José Paulino | Pedestre.
  • R. Sérvulo Henrique Barreto | Pedestre.

Em vias urbanas e rodovias, seis mortes a menos

Índices positivos também foram alcançados quando se considera a soma das mortes registradas em vias urbanas e rodovias. Foram 12 óbitos em janeiro e fevereiro de 2026 e 18 no mesmo período de 2025, seis vidas salvas.

Entre as 12 mortes, 55% (sete) eram motociclistas, 27% eram pedestres (três) e 18% (dois) eram ocupantes de outros tipos de veículos.

Pelo monitoramento de óbitos realizado pela Emdec, houve uma atualização no total de mortes registradas em 2025. Foram 142 vidas perdidas – 74 em vias urbanas e 68 em rodovias. Esse número é 5% menor do que o ano anterior, quando 150 pessoas morreram. A atualização considerou que uma das vítimas fatais tinha como causa infarto agudo do miocárdio, sem relação direta com o sinistro de trânsito.

Fatores de risco

Das quatro vidas perdidas em vias urbanas, duas tiveram as causas analisadas. Um dos óbitos foi causado pelo comportamento do pedestre. A outra morte teve três fatores de risco envolvidos: velocidade, falta de habilitação e falta de capacete.

Esforços para salvar vidas

Os dados demonstram efetividade das ações contínuas realizadas pela Emdec para promover segurança viária e salvar vidas.

“A fórmula que temos adotado envolve estratégia baseada em dados e recorrência: operações de fiscalização, quase que diárias, em conjunto com as forças de segurança para identificar condutas de risco e retirar das ruas veículos que comprometem a segurança viária; campanhas educativas para conscientizar todos os atores do trânsito; reforço da sinalização viária, ampliação da acessibilidade e obras de geometria”, explica o presidente da Emdec, Vinicius Riverete.

Confira o balanço dessas ações nos dois primeiros meses de 2026:

Fiscalização:

  • 50 Operações Integradas e 1,4 mil condutas de risco identificadas;
  • 8 “Operações pela Vida” e mais de 4 mil testes de alcoolemia realizados;
  • 1 radar remanejado.

Sinalização:

  • 30 mil m² de sinalização horizontal (solo);
  • 1 mil placas implantadas;
  • 65 rampas de acessibilidade executadas.

Educação para mobilidade:

  • 40 ações educativas;
  • 7,4 mil pessoas impactadas.

Mudança metodológica

Em 2026, o critério de análise dos óbitos no trânsito adotado pela Emdec mudou. Campinas passou a considerar como vítima fatal no trânsito aquelas que falecem em até 30 dias após o sinistro (acidente). Até o ano de 2025, a Emdec utilizava um parâmetro distinto do amplamente adotado, que considerava óbitos até 180 dias após a ocorrência.

O parâmetro de cálculo do tempo de sobrevida está alinhado às normas nacionais e padrões internacionais adotados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e Ministério da Saúde (Programa Vida no Trânsito). Também é utilizado pelo Sistema de Informações Gerenciais de Sinistros de Trânsito (Infosiga), ferramenta oficial adotada no Estado de São Paulo, vinculado ao Detran-SP. A readequação permite comparações mais realistas com as estatísticas já consolidadas utilizadas em outros municípios.

*Estagiária sob supervisão.

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