
Ruy Ferraz Fontes foi executado na noite de 16 de setembro de 2025
Reprodução
Nesta terça-feira (13), uma operação da Polícia Civil de São Paulo resultou na prisão de um importante membro do Primeiro Comando da Capital (PCC) no município de Jundiaí (SP). A ação faz parte da segunda fase da investigação que apura a execução do ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes, ocorrida em setembro de 2025.

"Careca do PCC" é um dos presos
Crédito: PC
O preso capturado em Jundiaí foi identificado como Fernando Alberto Ribeiro Teixeira, de 48 anos, conhecido no mundo do crime como "Azul" ou "Careca do PCC". Segundo as investigações, ele é apontado como um dos articuladores do mando da ação criminosa.
De acordo com os órgãos de segurança, "Azul" teria tido participação direta no planejamento, na coordenação logística e na execução indireta do assassinato do ex-delegado. Durante a sua captura em Jundiaí (SP), os policiais apreenderam dois aparelhos celulares, que devem passar por perícia para auxiliar na continuidade das investigações.
Megaoperação prendeu outros dois suspeitos
A ofensiva policial não se restringiu a Jundiaí. Ao todo, a operação mobilizou 80 policiais e 37 viaturas para o cumprimento de 13 mandados de busca e apreensão e cinco de prisão temporária em diversas cidades, incluindo São Paulo, Mongaguá, Praia Grande, Carapicuíba, Barueri e Mairinque.
Além de Fernando Alberto, outros dois suspeitos foram detidos nesta fase:
- "Velhote" (Márcio Serapião de Oliveira): Capturado na Zona Sul de São Paulo após tentar fugir de um monitoramento por drone.
- "Manezinho" (Manoel Alberto Ribeiro Teixeira): Preso em Mongaguá, suspeito de ser o principal articulador logístico e operacional do grupo.
Um quarto suspeito, Pedro Luiz da Silva Moraes, o "Chacal", membro da Sintonia Restrita do PCC, permanece foragido.
Entenda o caso
Ruy Ferraz Fontes foi executado na noite de 16 de setembro de 2025, na cidade de Praia Grande, em São Paulo. As autoridades afirmam que os suspeitos agiram de forma estruturada, com divisão de tarefas típica de organizações criminosas. As provas colhidas até o momento incluem impressões digitais em veículos usados no crime, movimentações financeiras suspeitas e diálogos extraídos de dispositivos eletrônicos.
Newsletter Notícias
Inscreva-se na nossa newsletter e receba as notícias mais importantes do dia direto no seu e-mail.
Selecione os seus temas favoritos:


