
Importância da prevenção contra IST
Agência Brasil
Com o Carnaval rolando, sempre é bom reforçar sobre a importância do uso da camisinha para prevenção das Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) e outros métodos de prevenção.
Utilizar camisinha externa ou interna, em todas as relações sexuais, é o método mais eficaz para proteção contra o Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) e outras infecções sexualmente transmissíveis. O Ministério da Saúde reforça que camisinhas podem ser retiradas gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde. As IST são causadas por vírus, bactérias ou outros microrganismos e transmitidas, principalmente, por meio de contato sexual com uma pessoa que esteja infectada. Atendimento, diagnóstico e tratamento estão disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS) de forma gratuita.
Além da camisinha, outra forma de se prevenir contra as IST, como o HIV, é fazendo uso da Profilaxia Pré-Exposição (PrEP), método que consiste em tomar comprimidos antes da relação sexual, que permitem ao organismo estar preparado para enfrentar um possível contato com o vírus.
A pessoa em PrEP realiza acompanhamento regular de saúde, com testagem para o HIV e outras infecções sexualmente transmissíveis. Entre os avanços conquistados em 2023 pelo Ministério da Saúde, está a disponibilização da profilaxia nos ambulatórios que acompanham a saúde de pessoas trans. Em todos os estados há serviços de saúde ofertando a PrEP.
Entre as vantagens do novo teste, estão a simplificação do processo de execução, que exige apenas um reagente, e a redução do espaço necessário para armazenamento nos postos de atendimento. Assim como o rastreio que já é feito, a leitura de resultado do duo teste será de até 30 minutos, sem a necessidade de estrutura laboratorial.
Existem diversos tipos de IST. As mais conhecidas são:
- HIV;
- Sífilis;
- Herpes genital;
- HPV;
- Gonorreia;
- Infecção por clamídia;
- Hepatites B e C;
- Infecção pelo HTLV;
- Tricomoníase.
As Infecções Sexualmente Transmissíveis aparecem, principalmente, no órgão genital, mas também podem surgir em outras partes do corpo, como palma das mãos, olhos ou língua. Elas podem se manifestar por meio de feridas, corrimentos e verrugas anogenitais, entre outros possíveis sintomas, como dor pélvica, ardência ao urinar, lesões de pele e aumento de ínguas. Ao perceber qualquer sinal ou sintoma, deve-se procurar o serviço de saúde, independentemente de quando foi a última relação sexual. É importante que não haja automedicação e que o tratamento seja prescrito por um profissional de saúde habilitado.
O Ministério da Saúde ressalta, ainda, a importância da realização de testes para diagnóstico precoce, principalmente se houver relação sexual desprotegida, pois algumas IST podem não apresentar sinais e sintomas. Caso apresente exposição sexual com risco de infecção, o usuário deve se informar sobre a profilaxia pós-exposição (PEP), que deve ser iniciada em até 72 horas. Se não forem diagnosticadas e tratadas precocemente, algumas infecções podem levar a graves complicações. Também é de extrema relevância que as parcerias sexuais sejam alertadas sempre que uma IST for diagnosticada, para que também realizem o tratamento.
A camisinha também é um importante método contraceptivo para quem quer evitar a gravidez. Além do preservativo, o SUS oferta de maneira gratuita outros métodos que ajudam com os cuidados relacionados aos direitos sexuais e reprodutivos, como anticoncepcional injetável mensal, anticoncepcional injetável trimestral, minipílula, pílula combinada, diafragma, pílula anticoncepcional de emergência (ou pílula do dia seguinte) e o Dispositivo Intrauterino (DIU).
Importância do Sexo Seguro:
Geralmente, o termo “sexo seguro” é associado ao uso exclusivo de preservativos. Por mais que essa seja uma estratégia fundamental a ser sempre estimulada, possui limitações. Assim, outras medidas de prevenção são importantes e complementares para uma prática sexual segura, como as apresentadas a seguir:
- Usar preservativos;
- Imunizar-se para hepatite A (HAV), hepatite B (HBV) e HPV;
- Discutir com a parceria sobre a testagem para HIV e outras ISTs;
- Testar-se regularmente para HIV e outras ISTs;
- Tratar todas as pessoas vivendo com HIV;
- Realizar exame preventivo de câncer de colo do útero (colpocitologia oncótica);
- Realizar Profilaxia Pré-Exposição (PrEP), quando indicado;
- Realizar Profilaxia Pós-Exposição (PEP), quando indicado;
- Conhecer e ter acesso à anticoncepção e concepção.
Você sabia?
O termo ‘Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST)’ passou a ser adotado em substituição à expressão ‘Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST)’, porque destaca a possibilidade de uma pessoa ter e transmitir uma infecção, mesmo sem sinais e sintomas. Além disso, se tratadas precocemente, várias infecções não se tornam doenças.
Use camisinha. Previna-se!
*Estagiária sob supervisão.


