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Campinas e Região

Cesta básica em Campinas cai 10,24% em julho e tem maior recuo do Sudeste

Queda recorde foi puxada por tomate e batata; custo dos alimentos volta a representar menos da metade do salário-mínimo

Rafaela Oliveira
RAFAELA OLIVEIRA

13/08/2026 • 18:46 • Atualizado em 13/08/2026 • 18:46

Queda recorde foi puxada por tomate e batata

Queda recorde foi puxada por tomate e batata

Foto: Canva, 2023.

O custo da cesta básica em Campinas (SP) registrou uma queda expressiva de 10,24% em julho, passando a custar R$ 809,75. De acordo com o Observatório PUC-Campinas, esse recuo é o maior entre as capitais da região Sudeste e reverte a tendência de alta observada nos meses anteriores.

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O alívio no bolso foi impulsionado principalmente pela entrada de novas safras no mercado. Os destaques de queda no mês foram:

  • Tomate: -46,62%
  • Batata: -33,26%
  • Açúcar: -6,15%
  • Banana: -4,28%
  • Carne: -2,12%

Por outro lado, itens como o arroz (+2,99%) e o leite (+0,10%) tiveram leves altas no período.

Com a deflação de julho, o valor da cesta básica em Campinas passou a equivaler a 49,95% do salário-mínimo atual. No acumulado de 2026, a cidade apresenta a menor alta da região Sudeste (3,44%), ficando em uma posição mais favorável que capitais como Vitória (9,37%) e São Paulo (8,16%).

A redução de preços não foi exclusiva de Campinas; outras cidades como Belo Horizonte (-7,44%) e Rio de Janeiro (-7,12%) também registraram quedas importantes, seguindo um movimento de baixa quase unânime em todo o país.

Apesar da melhora recente, o consumidor ainda sente o peso de altas acumuladas desde janeiro. O feijão continua sendo a maior pressão estrutural, com aumento de 39,84% no ano, seguido pelo leite (+29,06%) e pela batata (+30,38%). No entanto, em uma janela de 12 meses, a variação total em Campinas caiu para 1,71%, sinalizando uma desaceleração real no custo de vida.

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