Pesquisadores da Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) desenvolveram uma partícula biodegradável composta por uma matriz de amido e óleo essencial de tomilho, capaz de eliminar 100% das larvas do mosquito Aedes aegypti em até 48 horas.
Cada partícula é capaz de tratar até 100 ml de água. Quando colocada em um recipiente com água, a partícula absorve o líquido, aumenta de volume e libera gradualmente o princípio ativo, no momento em que as larvas estão mais vulneráveis.
A nova tecnologia mostrou-se mais eficiente e segura do que o agente biológico atualmente utilizado por orgãos públicos. Além disso, a fórmula apresenta alta estabilidade, resistindo aos ciclos de seca e chuva. A partícula pode ser reutilizada até cinco vezes: após a evaporação da água, a partícula permanece no local, pronta para atuar novamente.
A tecnologia foi protegida por um pedido de patente e licenciada para a empresa Zöld, com a intermediação da Inova Unicamp. A empresa planeja concluir o processo legal de licenciamento até o final de 2025, com a expectativa de iniciar a produção e comercialização do produto em seguida.
Com uma formulação segura e de baixo custo, a tecnologia tem potencial para ser integrada em políticas públicas de saúde voltadas ao controle do mosquito Aedes aegypti.
Os nomes por trás da tecnologia
A invenção foi desenvolvida por Ana Silvia Prata, docente da FEA. Também participaram do projeto os pesquisadores Márcio Schmiele, doutor em tecnologia de alimentos pela Unicamp, Juliana Dias Maia, doutora em engenharia de alimentos pela Unicamp, e Johan Bernard Ubbink, da California Polytechnic State University (EUA).
A eficácia do produto foi validada por meio de testes laboratoriais e de campo realizados em parceria com a Universidade Federal de Sergipe (UFS) e a Prefeitura de Adamantina (SP).
* Esta matéria utilizou informações do site da Unicamp, do Jornal da Unicamp e também da reportagem de Lucimeire Ramalho, da Band Mais.


