
Gato entre as cobertas
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Em 2026, o inverno começa no dia 21 de junho. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), a mínima para a próxima segunda-feira (22) é de 12ºC. Com a chegada das temperaturas mais baixas, os animais de estimação precisam de uma atenção especial dos tutores.
De acordo com o Instituto Pet Brasil (IPB), o país ultrapassou a marca de 160 milhões de animais de estimação em 2025. A Abinpet (Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação) estima que mais de 72% dos lares brasileiros possuem pelo menos um animal de estimação.
Segundo o coordenador do curso de Medicina Veterinária do Centro Universitário Unimetrocamp Wyden, Thiago Fernandes, os mais vulneráveis são os filhotes, idosos e pets com doenças crônicas.
Frio agrava doenças respiratórias e dores articulares
As doenças respiratórias estão entre os principais problemas veterinários observados nesta época do ano, o clima mais frio e por vezes seco cria um ambiente mais propício para agentes oportunistas.
Tosse, espirros, secreção nasal ou ocular, apatia e perda de apetite são alguns dos sinais que exigem avaliação veterinária.
“A vacinação continua sendo uma das principais ferramentas de prevenção. Muitas doenças respiratórias podem ser evitadas ou ter seus sintomas significativamente reduzidos quando o protocolo vacinal está em dia”, afirma o especialista.

Alterações no consumo de água e alimento podem ser um alerta
Foto: Freepik
Além dos problemas respiratórios, o inverno costuma agravar quadros de artrite, artrose e outras doenças osteoarticulares. Por isso, é necessário atenção caso o pet apresente dificuldade ao caminhar.
A orientação é manter atividades físicas moderadas e adaptar o ambiente doméstico com tapetes antiderrapantes, rampas ou escadas de acesso para camas e sofás.
Como identificar se o pet está sentindo frio
Nos cães, é comum observar tremores, busca por locais fechados, postura encolhida e menor disposição para atividades físicas.
Já os gatos costumam procurar esconderijos e superfícies aquecidas para conservar o calor corporal.
A recomendação é manter os animais em ambientes protegidos de correntes de vento e com camas confortáveis. Roupinhas podem ser utilizadas, desde que não comprometam a mobilidade.
Os tutores devem observar as extremidades do corpo, como patas e orelhas. Se estiverem muito frias, pode ser necessário oferecer mais aquecimento ao animal”, orienta Thiago.
Banhos e passeios exigem adaptações
Durante o inverno, os banhos não precisam ser suspensos, mas alguns cuidados são essenciais. O ideal é realizá-los nos horários mais quentes do dia e garantir a secagem completa dos pelos para evitar problemas respiratórios e dermatológicos.
Nos passeios, a recomendação é evitar os períodos de menor temperatura, especialmente no início da manhã e à noite.

Banhos e passeios exigem adaptações
Foto: Divulgação
Hidratação merece atenção especial
De acordo com a World Small Animal Veterinary Association (WSAVA), a redução espontânea do consumo de água é comum em períodos mais frios, aumentando o risco de problemas urinários e renais, especialmente em gatos.
Para isso, Thiago recomenda oferecer água fresca aos pets várias vezes ao dia e incluir alimentos úmidas na rotina.
Outras espécies também exigem cuidados
- Roedores devem ser mantidos longe de correntes de ar e contar com materiais que auxiliem no isolamento térmico das gaiolas.
- Aves precisam de proteção contra ventos e mudanças bruscas de temperatura. Quando sentem frio, costumam permanecer com as penas eriçadas por períodos prolongados.
- Já os répteis dependem de sistemas adequados de aquecimento e controle de umidade nos terrários. Como são animais ectotérmicos, as baixas temperaturas podem comprometer o metabolismo e até a alimentação.
- No caso dos peixes, o monitoramento da temperatura da água continua sendo uma das principais medidas preventivas.
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