O Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência é celebrado anualmente em 11 de fevereiro, desde que foi instituído pela Assembleia Geral da ONU em 2015, por meio de resolução aprovada pela Unesco e ONU Mulheres. O objetivo central da data é promover a participação plena e igualitária de mulheres e meninas em todas as etapas da Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática (STEM), desde o acesso à educação, até carreiras científicas e posições de liderança.
Mulheres na Ciência em Campinas (SP), atualmente, ganham destaque com aumento da representação feminina em instituições de elite como a Ilum Escola de Ciência (CNPEM), onde mulheres compuseram 48% dos inscritos em 2025 e 62,5% da lista de aprovados em 2024, além de projetos de incentivo na Unicamp e Sesi para reduzir a desigualdade de gênero nas áreas STEM. Alguns projetos de incentivos como o "Meninas Supercientistas" da Unicamp e o "Mulheres na Ciência" do Sesi-SP visam despertar o interesse de alunas do ensino médio e fundamental pelas áreas exatas.
Mulheres na ciência representam cerca de 30% dos pesquisadores no mundo, com o brasil apresentando uma proporção maior, de aproximadamente 44%. Apesar do crescimento, persistem desafios de gênero, especialmente em áreas STEM (ciência, tecnologia, engenharia e matemática) e no topo da carreira, onde a representatividade diminui.
Algumas mulheres pioneiras na ciência:
• Marie Curie (1867-1934): física e química pioneira no estudo da radioatividade, sendo a primeira pessoa a ganhar dois prêmios Nobel
• Ada Lovelace (1815-1852): considerada a primeira programadora de computadores da história.
• Sônia Guimarães (Brasil): primeira mulher negra doutora em física no Brasil e primeira professora de física no ITA.
Meninas nas ciências
Com investimento de R$ 100 milhões ao longo de três anos, o Programa Meninas nas Ciências Exatas, Engenharias e Computação busca fomentar projetos de pesquisa e desenvolvimento (P&D) em rede, promovendo um modelo colaborativo e eficiente para a produção científica. A meta é financiar até 5,4 mil bolsas de estudos da educação básica ao doutorado, no âmbito dos 126 projetos aprovados na chamada pública.
Na área de estudo das Ciências Exatas, Engenharias e Computação, há uma tradicional sub-representação feminina. Para isso, o programa promove a presença, a permanência e a produção de trabalhos científicos de mulheres nessas áreas. Além disso, a proposta visa combater a evasão de mulheres nos cursos de graduação, mitigar as desigualdades de gênero e étnico-raciais nessas carreiras e aproximar as escolas públicas da educação básica das instituições de ensino superior, de pesquisa e de empreendimentos de base tecnológica.
Newsletter Notícias
Inscreva-se na nossa newsletter e receba as notícias mais importantes do dia direto no seu e-mail.
Selecione os seus temas favoritos:


