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Festas juninas e julinas acendem alerta para risco de queimaduras

Crianças e adolescentes são o grupo mais atingido; aviso foi feito pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP)

Maria Eduarda Lopes
MARIA EDUARDA LOPES

26/06/2026 • 16:30 • Atualizado em 26/06/2026 • 16:30

Festa Junina

Festa Junina

Agência Brasil

As festas juninas e julinas intensificam a necessidade de cuidados com materiais que podem provocar queimaduras em crianças e adolescentes. O alerta foi feito pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).

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“As festas fazem parte da cultura brasileira e são momentos de celebração para muitas famílias, mas também exigem atenção redobrada porque neste período há maior exposição a fogueiras, fogos de artifício, churrasqueiras, recipientes com alimentos e bebidas quentes e outros materiais inflamáveis”, afirmou à Agência Brasil o presidente da SBP, Edson Liberal.

Ainda segundo dados da Agência Brasil, menores de cinco anos concentram mais da metade das internações pediátricas por queimaduras no Brasil.

Levantamento feito pela SBP revela que o grupo etário concentrou 53,8% das internações por queimaduras registradas entre crianças e adolescentes no Sistema Único de Saúde (SUS) entre 2024 e 2025.

Apenas nos dois últimos anos, o Sistema Único de Saúde (SUS) registrou 13,8 mil internações de crianças e adolescentes por queimaduras e outros acidentes térmicos graves, sendo 6.965 casos em 2024 e 6.855 em 2025.

O número real de ocorrências, entretanto, deve ser muito maior, uma vez que a pesquisa considera somente os casos que exigiram hospitalização.

O presidente da SBP informa que não dispõe de uma estimativa específica para os casos de queimaduras que não resultam em internação. Os dados oficiais contemplam principalmente hospitalizações e óbitos.

Crianças não devem manusear fogos de artifício, fósforos, isqueiros ou qualquer artefato que envolva fogo ou explosão. A recomendação é que permaneçam sempre sob supervisão de um adulto e afastadas das fontes de calor.

Além das queimaduras provocadas por líquidos quentes, fogo e superfícies aquecidas, outros agentes podem causar lesões muito graves. Entre eles, produtos químicos, como soda cáustica, produtos de limpeza e substâncias corrosivas; agentes elétricos, como tomadas desprotegidas, fios desencapados e instalações inadequadas; e substâncias inflamáveis, especialmente o álcool líquido e o álcool em gel.

No país

  • Sudeste: 2.203 casos em 2024 e 2.328 em 2025;
  • Nordeste: 1.830 e 1.799 registros, respectivamente;
  • Sul: 1.675 e 1.763;
  • Norte: 724 e 692;
  • Centro-Oeste: 533 e 525.

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