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Campinas e Região

Grupo é preso por esquema de fraudes de documentos e estornos bancários

Cinco homens foram presos, um em Americana (SP) e quatro em Cosmópolis (SP)

Henrique Alves
HENRIQUE ALVES

08/07/2026 • 09:07 • Atualizado em 08/07/2026 • 12:16

Cinco homens foram presos, nesta terça-feira (7), durante uma operação da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Americana (SP). De acordo com a investigação, o grupo criminoso vendia documentos falsos e oferecia estornos ilegais de compras feitas com cartões.

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A operação, denominada “Chargeback”, cumpriu mandados em Americana, Cosmópolis (SP), e Artur Nogueira (SP). Entre os presos, um foi detido em Americana e quatro em Cosmópolis.

Investigação resultou na apreensão de dinheiro, documentos e celulares

Investigação resultou na apreensão de dinheiro, documentos e celulares

Foto: Polícia Civil

Como funcionavam as fraudes?

De acordo com a Polícia Civil, o grupo oferecia os serviços pela internet. Entre os anúncios, os envolvidos vendiam:

  • Atestados médicos, laudos e receitas de medicamentos
  • Diplomas, certificados e históricos escolares;

Além da emissão de documentos falsos, os criminosos ofertavam serviços de chargeback fraudulento, ou seja, o estorno ilegal de compras feitas com cartões bancários.

De acordo com a Polícia Civil, o dinheiro obtido com a atividade ilegal era fracionado em contas e chaves Pix de terceiros para dificultar o rastreamento.

Documentos falsificados pelo grupo criminoso

Documentos falsificados pelo grupo criminoso

Foto: Polícia Civil

Investigação

Ainda de acordo com a DIG de Americana, a investigação começou a partir da identificação de irregularidades em transações bancárias e estornos. O grupo utilizava a Instituição Financeira Nubank para realizar as atividades ilegais. A empresa é vítima dos criminosos.

Em nota, o Nubank afirmou que trabalha em conjunto com a Polícia Civil para colaborar com as investigações.

O Nubank atua de maneira rigorosa para prevenir e combater fraudes, em conformidade com as leis e regulamentações vigentes. No caso mencionado na reportagem, a instituição trabalhou em conjunto com a polícia civil para fornecer informações e permanece à disposição das autoridades competentes para colaborar com as investigações.

A Polícia Civil segue em busca de mais envolvidos nas irregularidades, como compradores, beneficiários, responsáveis pelo fracionamento dos valores, vítimas e outras ramificações do esquema, que já atua em diversos estados do Brasil.

Apreensão

Durante a operação, a Polícia Civil apreendeu:

  • Aparelhos celulares;
  • Documentos e arquivos digitais;
  • Anotações das atividades ilegais e
  • Dinheiro em espécie.

Todos os cinco detidos ainda vão passar por audiência de custódia.