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Homem é preso após atear fogo em morador de rua em praça de Mogi Mirim

Vítima está em coma na Santa Casa; suspeito foi detido em flagrante com galão de combustível e isqueiro após o crime

Rafaela Oliveira
RAFAELA OLIVEIRA

20/03/2026 • 13:01 • Atualizado em 20/03/2026 • 13:01

O autor do crime, de 50 anos, foi preso em flagrante pela Guarda Municipal (GM)

O autor do crime, de 50 anos, foi preso em flagrante pela Guarda Municipal (GM)

Foto/Cláudio Felício

Um homem de 44 anos, em situação de rua, teve o corpo incendiando por um criminoso na Praça Duque de Caxias, em Mogi Mirim (SP), na tarde da última quarta-feira (18). O autor do crime, de 50 anos, foi preso em flagrante pela Guarda Municipal (GM). A vítima permanece em coma, em estado gravíssimo, nesta sexta (20).

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De acordo com o boletim de ocorrência, os guardas foram acionados via central de comunicação após relatos de que um indivíduo havia ateado fogo em um homem na praça. Ao chegarem ao local, a vítima já havia sido socorrida pelo Corpo de Bombeiros e encaminhada à Santa Casa de Mogi Mirim.

Uma mulher relatou às autoridades ter visto o homem carregando um galão de combustível e, logo em seguida, ouviu o som das chamas, vendo a vítima já incendiada enquanto o agressor fugia.

Com base nas características físicas e vestimentas descritas – como o fato de o homem mancar e possuir tatuagens específicas nas costelas e panturrilha – , a Guarda Municipal localizou o suspeito em patrulhamento em uma feira de agricultores.

No momento da abordagem, ele estava sem camiseta, possivelmente para dificultar sua identificação. Com ele, foram encontrados um isqueiro e duas facas. Um galão com resquícios de líquido inflamável também foi apreendido próximo ao local dos fatos.

Outra testemunha relatou à polícia que encontrou o criminoso logo após o ocorrido, momento em que ele teria confessado ter "ateado fogo em Marcinho". Relatos indicam que o agressor frequentemente entrava em conflito com outros moradores em situação de rua, afirmando ser o "dono da praça".

Em interrogatório, o suspeito apresentou versões contraditórias, ora negando conhecer a vítima, ora admitindo discussões anteriores. A autoridade policial confirmou a existência das tatuagens descritas pelas testemunhas e decretou a prisão em flagrante por homicídio qualificado tentado.

Segundo informações médicas da Santa Casa de Mogi Mirim, o estado da vítima é considerado extremamente grave. Ele permanece em coma, com prognóstico reservado e risco iminente de morte.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil.

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