
Cafu César, vice-prefeito de Hortolândia, responde acusações em liberdade
Foto: Alesp/Divulgação
A Prefeitura de Hortolândia (SP) informou que o vice-prefeito, Carlos Augusto Cesar, o Cafu, voltou nesta quinta-feira (19) ao cargo para o qual foi eleito em 2024, após decisão da Justiça. Em nota, a prefeitura afirma que não há informações sobre ele reassumir funções administrativas.
Cafu havia sido afastado no dia 18 de novembro do ano passado, após ser preso, no dia 12 do mesmo mês, durante uma operação da Polícia Federal (PF), que apura supostas fraudes em licitações públicas.
A volta do vice-prefeito ao cargo ocorreu após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou a substituição do conjunto de medidas cautelares que Cafu César (PSB). De acordo com a nova decisão, o político agora deve realizar o comparecimento mensal em juízo, teve seu passaporte retido e permanece com a proibição de manter comunicação com os demais investigados no caso.
A alteração nas medidas ocorreu após a análise de que a exoneração voluntária de Cafu do cargo de Secretário Municipal de Governo – ocorrida em novembro de 2025 após a deflagração da Operação Coffee Break – neutralizou o risco de influência institucional. Para a Justiça, este era o único cargo com "nexo operacional" demonstrado com os fatos investigados.
Outro ponto determinante para o relaxamento das medidas foi o fato de o Ministério Público não ter incluído o vice-prefeito na denúncia oferecida após o encerramento de todas as diligências investigativas.
Sobre a função de vice-prefeito, o magistrado considerou na época que a possibilidade de Cafu assumir a prefeitura em caso de vacância que não justifica a manutenção de cautelares rigorosas no momento.
Relembre o caso
Cafu César foi preso preventivamente em 12 de novembro de 2025 durante a Operação Coffee Break, da Polícia Federal (PF), que apura um esquema de fraudes em licitações e desvios de recursos públicos na área da educação.
As investigações apontam que o grupo criminoso utilizava a palavra "café" como código para o pagamento de propinas e que os valores movimentados em cidades como Hortolândia, Sumaré e Morungaba somam quase R$ 100 milhões.
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