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Campinas e Região

Hospital de Americana confirma caso de superbactéria KPC em paciente na UTI

Esse é o segundo registro da bactéria na região de Campinas nesta semana

Rafaela Oliveira
RAFAELA OLIVEIRA

13/03/2026 • 11:57 • Atualizado em 13/03/2026 • 11:57

A superbactéria mais comum é a Klebsiella pneumoniae, que pode levar à pneumonia e à infecção de corrente sanguínea

A superbactéria mais comum é a Klebsiella pneumoniae, que pode levar à pneumonia e à infecção de corrente sanguínea

NIAD/Wikimedia Commons

O Hospital Municipal Dr. Waldemar Tebaldi, em Americana (SP), confirmou a identificação de um paciente internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) contaminado pela superbactéria KPC (Klebsiella pneumoniae pan-resistente). O caso foi identificado na quarta-feira (11) e motivou a implementação imediata de medidas de contingência para evitar a transmissão cruzada no ambiente hospitalar.

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Como parte do protocolo de segurança, a UTI 1 foi destinada exclusivamente a pacientes colonizados ou infectados por bactérias multirresistentes. A unidade permanecerá em isolamento por 48 horas e está temporariamente fechada para novas admissões.

Enquanto isso, a UTI 2 passou a receber apenas pacientes sem colonização por microrganismos multirresistentes. A direção do hospital reforçou junto às equipes a importância do cumprimento rigoroso de higiene das mãos, limpeza de equipamentos e precauções de contato.

Segundo caso na Região

Este é o segundo registro de superbactéria em hospitais da região nesta semana. Na última segunda-feira (9), a Rede Municipal Dr. Mário Gatti, em Campinas, confirmou sete pacientes infectados com a KPC na UTI Adulto. Devido ao surto, a unidade em Campinas não recebe novos pacientes desde terça-feira (10) por tempo indeterminado.

O que é a superbactéria KPC?

A KPC é uma bactéria resistente a boa parte dos antibióticos conhecidos e costuma ser encontrada em ambientes hospitalares. Ela é transmitida pelo contato com secreções de pacientes contaminados, especialmente em casos de pessoas com imunidade baixa.

  • Sintomas: Podem incluir febre alta, cansaço, dificuldade para respirar e dores no corpo.
  • Riscos: Se não controlada, pode desencadear infecções graves como pneumonia e meningite.
  • Tratamento: Apesar da resistência a medicamentos, a infecção tem cura por meio da combinação de medicamentos específicos, repouso e processos rigorosos de desinfecção.

O Hospital Municipal de Americana destacou que segue rigorosamente todos os protocolos clínicos e de prevenção vigentes para garantir a segurança de pacientes e profissionais.

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