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Campinas e Região

Mário Gatti fecha UTI para novos pacientes após surto de superbactéria

Sete pessoas foram infectadas pela superbactéria multirresistente a antibióticos em Campinas; atendimentos de urgência serão desviados para o Hospital Ouro Verde

Rafaela Oliveira
RAFAELA OLIVEIRA

09/03/2026 • 18:25 • Atualizado em 09/03/2026 • 18:25

A Rede Municipal Dr. Mário Gatti confirmou, nesta segunda-feira (9), a identificação de sete pacientes infectados com a bactéria multirresistente KPC na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Adulto do Hospital Municipal Dr. Mário Gatti, em Campinas (SP). Como medida de segurança, a unidade não receberá novos pacientes a partir desta terça-feira (10), por tempo indeterminado.

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Para conter o surto, o hospital instituiu um plano de contingência que inclui o isolamento dos sete pacientes em um salão específico da UTI, contando com uma equipe de assistência exclusiva para eles. Outros três pacientes que estavam na mesma ala, mas não apresentam a infecção, serão transferidos para outros leitos da rede municipal.

A bactéria KPC (Klebsiella pneumoniae Carbapenemase) é um microrganismo, modificado geneticamente no ambiente hospitalar e que é resistente aos antibióticos (Divulgação/SES-MG)

A bactéria KPC (Klebsiella pneumoniae Carbapenemase) é um microrganismo, modificado geneticamente no ambiente hospitalar e que é resistente aos antibióticos (Divulgação/SES-MG)

Com a interrupção temporária das internações na UTI do Mário Gatti, a logística de atendimento na cidade foi alterada:

  • Novos pacientes: Casos que necessitarem de UTI serão encaminhados para o Hospital Ouro Verde ou outras unidades disponíveis via central de regulação municipal.
  • SAMU: O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência já foi orientado a não direcionar pacientes que precisem de terapia intensiva para o hospital.

A administração do hospital informou que o plano de contingência já foi encaminhado ao Departamento de Vigilância em Saúde (Devisa). Entre as ações imediatas estão o reforço na limpeza e desinfecção das áreas, a intensificação da higienização das mãos e treinamentos específicos para as equipes de higiene.

Segundo a Rede Mário Gatti, a situação é monitorada rotineiramente pela Comissão de Controle de Infecção Hospitalar e as restrições serão mantidas até que o cenário assistencial esteja completamente estabilizado.

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