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Campinas e Região

Hospital Mário Gatti confirma duas mortes e 8 pacientes internados com KPC

Administração de Campinas informa que vítimas não morreram por causa da bactéria; UTI passa por reforma para controle sanitário

Rafaela Oliveira
RAFAELA OLIVEIRA

07/04/2026 • 08:14 • Atualizado em 07/04/2026 • 08:14

A superbactéria mais comum é a Klebsiella pneumoniae, que pode levar à pneumonia e à infecção de corrente sanguínea

A superbactéria mais comum é a Klebsiella pneumoniae, que pode levar à pneumonia e à infecção de corrente sanguínea

NIAD/Wikimedia Commons

A Secretária de Saúde de Campinas (SP) confirmou, nesta segunda-feira (6), a morte de dois pacientes que estavam internados na área isolada da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Municipal Dr. Mário Gatti. Ambos apresentavam contaminação pela bactéria Klebsiella Pneumoniae Carbapenemase, conhecida como KPC, mas a administração municipal ressaltou que a causa das mortes não foi a bactéria.

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Atualmente, oito pacientes com KPC permanecem internados na UTI do hospital. Um desses pacientes estava em isolamento na enfermaria e precisou ser transferido para a unidade intensiva recentemente.

O Hospital Mário Gatti passa por uma reforma estrutural na UTI Adulto com o objetivo de ampliar o controle epidemiológico. De acordo com a prefeitura, as obras estão na segunda fase: na primeira etapa, um m setor com sete leitos já foi reformado; já na segunda, os serviços concentram-se agora em outro setor, que conta com 13 leitos.

A previsão é que a situação seja normalizada em 30 dias. Após a conclusão das obras, a unidade voltará a receber novos pacientes, sendo que aqueles diagnosticados com KPC serão mantidos em leitos isolados para evitar a propagação da bactéria.

Até o momento, não foram divulgadas informações sobre o nome, a idade ou o sexo das vítimas.

O que é a KPC

De acordo com a Associação Paulista de Medicina (APM), a KPC não é uma espécie nova, mas uma variante da bactéria Klebsiella pneumoniae que desenvolveu um mecanismo de resistência preocupante. Confira os principais pontos explicados pela entidade e por especialistas:

Por que é uma "superbactéria"?

O infectologista Renato Kfouri, em informações divulgadas pela APM, explica que a KPC produz uma enzima chamada carbapenemase, que destrói a maior parte dos antibióticos usados no combate a infecções. Por ser multirresistente, as opções de tratamento tornam-se limitadas e complexas, exigindo frequentemente a combinação de diferentes medicamentos.

Doenças causadas

A bactéria pode provocar pneumonia, infecções urinárias, meningite e infecções generalizadas na corrente sanguínea (sepse).

Ambiente hospitalar

A KPC circula principalmente em hospitais porque atinge pacientes mais vulneráveis, com imunidade comprometida ou que passam por procedimentos invasivos, como o uso de sondas, cateteres e ventilação mecânica.

Formas de contágio

A transmissão ocorre pelo contato com superfícies ou materiais contaminados, além de secreções respiratórias, sangue, fezes e urina.

Medidas de controle:

A APM destaca que, ao identificar um caso, os hospitais devem adotar protocolos rígidos, como o isolamento do paciente, uso de equipes exclusivas e desinfecção rigorosa do ambiente para evitar surtos.

A resistência antimicrobiana é considerada um dos maiores desafios da medicina atual, impulsionada pelo uso inadequado ou excessivo de antibióticos.

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