Band Multi
Campinas e Região

Justiça condena homem a 34 anos por matar amante em Americana

Mônica Matias de Paula foi morta por asfixia e teve o corpo ocultado por 11 dias; réu foi sentenciado por júri popular

Rafaela Oliveira
RAFAELA OLIVEIRA

02/03/2026 • 18:06 • Atualizado em 02/03/2026 • 18:06

Hélio foi condenado (à esquerda) pelo feminicídio de Mônica (à direita)

Hélio foi condenado (à esquerda) pelo feminicídio de Mônica (à direita)

Redes sociais

O Tribunal do Júri condenou Hélio Leonardo Neto, de 47 anos, a uma pena de 34 anos de prisão em regime fechado pelo feminicídio de Mônica Matias de Paula, de 33 anos, em Americana (SP). Na época, o réu era gerente de um posto de combustíveis, casado com uma pastora e mantinha um relacionamento extraconjugal com Mônica. A decisão do julgamento, que ocorreu no último dia 26, foi divulgada pelo Ministério Público (MP) nesta segunda-feira (2).

Compartilhar

O crime foi cometido em 4 de março de 2024. Segundo as investigações, o réu atraiu Mônica para seu carro sob pretexto de um encontro. Durante o trajeto entre Americana e Limeira, ele a atacou, imobilizando-a pelo pescoço. Após a vítima tentar fugir das agressões iniciais, Hélio voltou a atacá-la até causar sua morte por asfixia.

A acusação, sustentada pelos promotores Vanderlei Honorato e Danilo Santana, apontou que o réu agiu de forma “dissimulada" e empregou "violência extrema”. O motivo do crime seria o receio de Hélio de que o relacionamento entre os dois fosse revelado à sua esposa, que é pastora.

Após o assassinato, o homem levou o corpo para uma área de mata próxima à Rodovia Anhanguera (SP-330), em Limeira, onde o escondeu. Os restos mortais de Mônica só foram localizados 11 dias depois, em 15 de março.

A prisão e o arsenal apreendido

Arsenal encontrado na casa do suspeito

Arsenal encontrado na casa do suspeito

Crédito: Divulgação/Polícia Civil

Hélio foi preso durante a “Operação Per La Foi”, conduzida pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG), do dia 17 de março. Na ocasião, a polícia descobriu um arsenal na residência do investigado, contendo 80 armas de fogo e mais de 16 mil munições.

O réu, que trabalhava como gerente de um posto de combustíveis, confessou o crime na época da prisão. Com a sentença proferida pelo júri, ele cumprirá a pena fixada inicialmente em regime fechado, sem direito a recorrer em liberdade.

Tópicos relacionados