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Justiça condena ex-presidente da Câmara e ex-prefeito interino de Paulínia

Antônio Miguel Ferrari, o Loira, foi sentenciado a 4 anos de prisão em regime semiaberto; decisão permite que réu recorra em liberdade

Rafaela Oliveira
RAFAELA OLIVEIRA

24/03/2026 • 10:47 • Atualizado em 24/03/2026 • 10:47

Antônio Miguel Ferrari, o Loira, foi sentenciado a 4 anos de prisão em regime semiaberto

Antônio Miguel Ferrari, o Loira, foi sentenciado a 4 anos de prisão em regime semiaberto

Reprodução/Redes sociais

A 2ª Vara de Paulínia (SP) condenou o ex-presidente da Câmara e ex-prefeito interino de Paulínia (SP), Antônio Miguel Ferrari, conhecido como Loira, pela prática do crime de concussão, que configura-se quando um funcionário público exige vantagem indevida para si ou para outros em razão do cargo ocupado. Ele responde em liberdade.

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A sentença, proferida pela juíza Patrícia Ribeiro Bacciotti Parisi em março de 2026, fixou uma pena de 4 anos e 1 mês de reclusão em regime inicial semiaberto, além do pagamento de 18 dias-multa. De acordo com a decisão, o ex-parlamentar foi condenado oito vezes pelo crime, na forma de crime continuado.

Além de Loira, outros dois réus foram sentenciados no mesmo processo: Taciana Félix Custódio recebeu pena de 3 anos e 6 meses de reclusão, enquanto Márcio Rosa Santos foi condenado a 3 anos. Ambos deverão cumprir a pena em regime inicial aberto. A Justiça concedeu a todos os réus o direito de recorrer da decisão em liberdade.

O processo encontra-se agora em fase de recurso. Registros do Portal de Serviços e-SAJ mostram que a defesa dos condenados apresentou razões de apelação entre sexta (20) e segunda-feira (23), buscando a reforma da decisão em instâncias superiores.

Caso a condenação seja mantida após o trânsito em julgado (quando não houver mais possibilidade de recurso), a Justiça deverá comunicar o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) para que seja cumprida a suspensão dos direitos políticos dos envolvidos.

Loira possui uma trajetória política extensa em Paulínia, tendo ocupado a Presidência da Câmara Municipal e o cargo de prefeito interino em 2019. No entanto, o político estava afastado de suas funções públicas desde agosto de 2023 por determinação judicial, que também o proibiu de acessar as dependências do Legislativo municipal na época.

Outro lado

A Defesa Antônio Miguel Ferrari, o loira, se manifestou por meio dos advogados Fabio Jose Martins e Maria Júlia Ambrósio de Camargo. Confira a nota na íntegra:

"Nós já fizemos o recurso do Loiro, não concordamos com a decisão de primeira instância.

O loira só é citado uma vez pelo acusador, pela pessoa que fez a denúncia falando que em oito meses ele falou rapidamente para o loira que estava tendo problema com pedido de devolução de dinheiro.

Há também uma questão das provas, então assim achamos que a sentença não fez o bom direito por isso que nós estamos recorrendo na verdade, já interpusemos o recurso junto ao Tribunal de Justiça de São Paulo e temos confiança na questão do resultado de que essa sentença provavelmente vai ser revertida.

Ademais o Ministério público em nenhum momento provou de forma alguma que o loira sabia, participou ou atuou de qualquer forma com relação às acusações que existiram."

A equipe do Portal Band Multi e da Band Campinas tenta contato com os envolvidos, mas, até o momento da publicação desta reportagem, não houve retorno.

A Prefeitura de Paulínia (SP) disse que não irá se manifestar sobre o assunto.

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