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Campinas e Região

Mariana Conti está incomunicável após embarcação interceptada por Israel

Vereadora estava junto de um grupo que levava ajuda humanitária à Faixa de Gaza, na Palestina

*DANIEL ROSA

02/10/2025 • 17:40 • Atualizado em 02/10/2025 • 17:40

A interceptação foi realizada em águas internacionais, enquanto a Flotilha tentava ingressar no território de Gaza

A interceptação foi realizada em águas internacionais, enquanto a Flotilha tentava ingressar no território de Gaza

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A vereadora da Câmara de Campinas (SP) Mariana Conti (PSOL), foi abordada por forças militares de Israel nesta quarta-feira (1º), junto a outros ativistas brasileiros e de mais 40 países, enquanto se dirigiam à Faixa de Gaza para levar ajuda humanitária. Ela se encontra incomunicável no momento. O Ministério das Relações Exteriores do Brasil condenou a interceptação e afirmou que agora cabe a Israel garantir a segurança dos ativistas.

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Segundo o Governo de Israel, os navios foram parados com segurança e os passageiros transferidos para um porto israelense. A Câmara de Campinas aprovou uma Moção de Apelo à Presidência da República para que o governo brasileiro interceda junto ao Estado de Israel pela libertação da vereadora Mariana Conti (PSOL) e dos demais tripulantes da flotilla.

De acordo com a vereadora, antes da abordagem, a interceptação foi realizada em águas internacionais, enquanto a Flotilha tentava ingressar no território de Gaza. “É uma ação violenta e ilegal de Israel contra ativistas de quase 50 países que estão tentando levar alimentos, medicamentos e próteses a um povo sob genocídio. O governo brasileiro precisa exigir a libertação imediata de todos os seus cidadãos detidos”, disse Mariana Conti, que estava no barco Sirius-Haifa.

Ela acrescenta ainda que o caráter pacífico da Flotilha não justifica nenhuma medida de força por parte de Israel. “É fundamental que o governo brasileiro envie um corpo diplomático para nos trazer de volta ao Brasil e que Israel seja responsabilizado internacionalmente pelos crimes que comete, contra a Global Sumud Flotilla e sobretudo contra o povo palestino”.

Essa não é a primeira vez que um comboio internacional tenta chegar à Faixa de Faza e outras expedições já foram alvo de interceptações. A flotilha atual partiu de Barcelona, na Espanha, no fim de agosto e foi reforçada por outras embarcações à medida que se aproximava do território palestino.

A operação ocorre em meio ao conflito entre Israel e Hamas que começou em outubro de 2023. Desde então, mais de 1,9 milhão de pessoas foram deslocadas em Gaza e cerca de 65 mil palestinos morreram, segundo dados locais.

A Unicamp emitiu uma nota lamentando e repudiando a detenção, por parte do governo de Israel, da vereadora, que é aluna e funcionária da universidade. “A Reitoria se solidariza com os manifestantes e se junta àqueles que exigem a imediata libertação dos detidos. Reitera, da mesma forma, sua exortação pelo diálogo por acreditar que esse é o único caminho a ser trilhado para pôr fim à barbárie”.

*Estagiário sob supervisão