
Meningite bacteriana pode ser confundida com a gripe
Foto: Royalty Stock Photo/Science Photo Library/Arquivo AFP
O Departamento Regional de Saúde (DRS) de Campinas (SP) informou que, até o dia 25 de março de 2026, a região contabilizou 79 casos de meningite e oito mortes. A doença consiste em uma inflamação das meninges, as membranas que envolvem e protegem o cérebro e a medula espinhal.
Considerada endêmica no Brasil, a meningite apresenta casos durante todo o ano, sendo que as versões bacterianas são mais frequentes no outono e inverno, enquanto as virais predominam na primavera e verão.
Sintomas e sinais de alerta
Os sintomas mais comuns incluem febre alta, dor de cabeça intensa, rigidez no pescoço, náuseas e vômitos. Em bebês e crianças pequenas, que formam o grupo mais afetado, os sinais podem ser diferentes, manifestando-se por meio de irritabilidade, choro persistente, recusa alimentar e a moleira estufada.
A transmissão ocorre geralmente de pessoa para pessoa por meio de gotículas respiratórias, como tosse ou espirro, além do contato próximo. Especialistas alertam para sinais de gravidade que exigem atendimento médico imediato, como confusão mental, convulsões e manchas vermelhas ou arroxeadas na pele.
Prevenção e vacinação
A vacinação é apontada pelas autoridades de saúde como a principal forma de prevenção. Atualmente, as vacinas Meningocócica C e ACWY estão disponíveis em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do estado. O Calendário Nacional de Vacinação do SUS também contempla outros imunizantes que protegem contra formas graves da doença, como a BCG, a Pneumocócica e a Penta.
Além da imunização, medidas de higiene como lavar as mãos frequentemente e manter ambientes bem ventilados são fundamentais para reduzir os riscos de contágio.
Riscos e complicações
A meningite é tratada como uma emergência médica e todos os casos suspeitos devem ser internados para avaliação. No Brasil, a taxa de letalidade média da meningite bacteriana varia entre 20% e 30%, sendo ainda mais elevada em idosos e crianças menores de cinco anos.
Entre os sobreviventes, cerca de 10% a 20% podem apresentar sequelas permanentes, como perda auditiva, danos neurológicos, convulsões e, em situações extremas de doença meningocócica, a necessidade de amputação de membros. O diagnóstico precoce, realizado via análise de sangue e líquor no SUS, é crucial para evitar tais complicações.
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