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'Morango do Amor': preço da caixa da fruta aumenta 52% na Ceasa Campinas

O morango do amor, que virou moda na internet, influenciou o aumento na procura, mas o principal fator do aumento é a perda do produto nas lavouras

Da redação
DA REDAÇÃO

30/07/2025 • 18:25 • Atualizado em 30/07/2025 • 18:25

Morango do amor vira febre e contamina o Brasil

Morango do amor vira febre e contamina o Brasil

Reprodução

Resumo

Oscilações de preços na Ceasa: O boletim de preços da Ceasa Campinas mostrou variações significativas nos preços dos hortifrútis entre 21 e 28 de julho, com destaque para altas no morango e jiló e quedas na cebola e batata.

Influência do "morango do amor": A popularidade da sobremesa "morango do amor" nas redes sociais provocou um aumento de 52% no preço do morango, também impactado por perdas de safra devido a geadas recentes.

Variações em outros produtos: Além do morango, o maracujá azedo teve alta de 27,2%, enquanto a cebola e a batata tiveram quedas de 14,3% e 8,3%, respectivamente, ajudando a balancear os custos para os consumidores.

O sucesso do "Morango do Amor" nas redes sociais e a escassez da safra fez o preço da fruta aumentar na Ceasa Campinas (SP). A informação está no boletim que reúne dados do período de 21 a 28 de julho. O levantamento também mostra aumento no preço do jiló, e queda no valor da cebola e a batata.

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O morango foi o produto com maior alta da semana, com valorização de 52%, chegando a R$ 31,67 o quilo. Antes, o valor do quilo do pseudofruto era aproximadamente R$ R$ 20,83 – uma diferença de cerca de R$ 10,84.

Segundo Paulo Palma, técnico de Mercado e Agricultura da Ceasa Campinas, além do crescimento no consumo, a alta também está relacionada à perda de safra nas principais regiões produtoras, afetadas por geadas nas últimas semanas.

“O morango do amor, que virou moda na internet, influenciou o aumento na procura. Mas o principal fator é a perda do produto nas lavouras, que foi severamente impactada pelas geadas recentes”, explicou Palma.

Maracujá também sobe; cebola e batata recuam

Outro item com alta expressiva foi o maracujá azedo, que subiu 27,2%, sendo comercializado a R$ 6,36 o quilo. O aumento é reflexo de problemas na safra paulista, segundo a Ceasa.

Outras variações no segmento:

  • Melão amarelo: alta de 19,2%, para R$ 3,85/kg
  • Limão tahiti: elevação de 10,0%, para R$ 2,75/kg
  • Melancia graúda: aumento de 9,5%, para R$ 2,30/kg
  • Mamão havaiano: queda de 17,4%, para R$ 4,13/kg
  • Manga palmer: recuo de 8,3%, para R$ 4,33/kg

Em contrapartida, produtos essenciais como a cebola e a batata registraram queda nos preços, trazendo alívio ao consumidor e contribuindo para segurar os impactos da inflação no setor de hortifrúti. A cebola nacional despencou 14,3%, custando R$ 1,50/kg, enquanto a batata ágata caiu 8,3% para R$ 2,20/kg.

"A boa notícia é que apenas quedas foram registradas. Batata e cebola estão com bastante oferta na Ceasa durante esta semana, o que contribuiu para a redução de seus preços", informou Paulo Palma.

Alface sobe, brócolis e couve-flor caem

Alface crespa encareceu 13,8%, atingindo R$ 3,13/kg. Por outro lado, brócolis ninja (-11,2%) e couve-flor (-9,2%) ficaram mais baratos, custando R$ 5,71/kg e R$ 5,81/kg, respectivamente. "O brócolis ninja e a couve-flor registraram queda, com bastante oferta disponível", confirmou Paulo.

Legumes têm oferta diminuída

O jiló protagonizou a segunda maior alta da semana, subindo 39,9% para R$ 9,33/kg. Oposto a isso, a abobrinha brasileira caiu 22,2%, comercializada a R$ 7,78 o quilo.

Outros destaques na categoria:

  • Berinjela: aumento de 12,4%, para R$ 4,09/kg
  • Quiabo: alta de 8,4%, para R$ 9,29/kg
  • Tomate débora: subiu 9,1%, custando R$ 6,00/kg
  • Pepino caipira: leve baixa de 6,7%, para R$ 7,00/kg
  • Vagem macarrão: queda de 4,9%, para R$ 14,62/kg

“Mesmo com algumas baixas, os legumes seguem com preços elevados pela oferta diminuída", observou Paulo.

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