Band Multi
Campinas e Região

Mortes caem quase 78% nos pontos que receberam radares em Campinas

Foram nove acidentes fatais registrados nos pontos antes da instalação dos radares e dois após a instalação

Da redação
DA REDAÇÃO

21/01/2026 • 12:10 • Atualizado em 21/01/2026 • 12:10

Foram nove acidentes fatais registrados nos pontos antes da instalação dos radares e duas mortes após a instalação

Foram nove acidentes fatais registrados nos pontos antes da instalação dos radares e duas mortes após a instalação

Divulgação

A Prefeitura de Campinas (SP) divulgou, nesta quarta-feira (21), que as mortes caíram 77,8% nos pontos que receberam radares. Foram nove acidentes fatais registrados nos pontos antes da instalação dos radares (a partir de 2022) e dois após a instalação.

Compartilhar

Foram 32 pontos analisados: 18 instalados em Campinas entre 2022 e 2023 e outros 14 implantados após o remanejamento de pontos existentes. O dado compõe estudo realizado pela Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec), que compara o número de sinistros (acidentes) registrados em um raio de 100 metros das novas posições de radares.

Considerando que os radares foram ativados em períodos distintos, o estudo agrupa os sinistros registrados, com base em períodos iguais a partir da data de ativação de cada radar e de uma média de 1 mil dias antes (quase três anos) e depois da implantação. O período comparativo é ajustado com base na data de ativação de cada radar.

“Menos de 1% dos motoristas que passam pelos pontos com radares são autuados, o que demonstra que o objetivo não é multar, mas frear os comportamentos de risco”, destaca o presidente da Emdec, Vinicius Riverete.

Quando se considera o total de sinistros registrados, a queda entre os dois grupos de dados foi de cerca de 44%. Foram 151 sinistros no período que antecedeu a instalação e 85 sinistros após a ativação dos equipamentos.

A redução nos números de sinistros sem vítima foi de 46,7% (75x40); e 37,5% no caso dos sinistros com vítima (64x40). O número de atropelamentos se manteve estável (três nos dois períodos).

O atual contrato contempla 144 pontos de fiscalização eletrônica. Entre os 32 pontos de radares analisados, seis fiscalizam o excesso de velocidade e 26 deles fiscalizam também avanço de sinal vermelho e parada sobre a faixa de pedestres.

Avenida John Boyd Dunlop

Entre os 32 novos pontos ou remanejados, 14 estão localizados na Avenida John Boyd Dunlop (incluindo a marginal e a Praça Santa Catarina, na região da Vila Teixeira). Nestes locais, a redução dos sinistros foi ainda maior: foram 70 sinistros antes da instalação dos radares e 35 após a ativação – uma redução de 50%.

Nenhuma morte foi registrada na avenida JBD, em um raio de 100 metros dos novos radares. Antes da instalação dos equipamentos, foram cinco óbitos. Além disso, houve redução de 24,1% nos sinistros com vítima (29x22) e 62,9% nos sinistros sem vítima (35x13). Os atropelamentos na via também foram zerados.

Palco da campanha de segurança viária JBD Morte Zero, a avenida John Boyd Dunlop apresentou queda gradativa de 46% nas mortes, passando de 13 em 2021 para sete em 2024.

Em todos os pontos ativos, os atropelamentos caíram 43,6%

Quando se considera o total de pontos ativos atualmente ou remanejados, foram três vidas salvas: foram 14 mortes registradas, num raio de 100 metros dos equipamentos, antes da instalação dos radares; e 11 após a ativação. O número de atropelamentos caiu 43,6%: foram 39 antes da instalação e 22 depois. Queda também no total de sinistros (7,1% - 677x629) e nos sinistros sem vítima (9,7% - 352x318).

Número de sinistros norteou instalação dos equipamentos

A instalação dos 18 novos pontos de radares nos eixos das avenidas Amoreiras, John Boyd Dunlop e Ruy Rodriguez foi definida a partir dos índices de sinistros (acidentes) registrados. A decisão de concentrar os novos radares nestes eixos, que receberam os corredores BRT, buscou justamente ampliar a segurança viária e evitar mortes e feridos no trânsito. As três avenidas estão entre as quatro vias urbanas mais perigosas de Campinas, concentrando 14,2% (32) dos óbitos em sinistros de trânsito registrados entre 2022 e 2024.

Velocidade e desrespeito à sinalização causaram 19 mortes em 2025

Entre os 43 sinistros fatais que tiveram o fator de risco analisado em 2025, 33% (14) foram causados pelo excesso ou velocidade inadequada e outros 12% (5) envolveram o desrespeito à sinalização, incluindo aí o avanço semafórico.

Até novembro de 2025, último boletim divulgado pela Emdec, Campinas registrou 127 vidas perdidas no trânsito, sendo 66 vidas perdidas no eixo urbano, 60 nas rodovias e em um caso ainda não foi possível o local da ocorrência.

Tópicos relacionados