
O volume ideal de água para os reservatórios seria de 36 milhões de litros
DAE Americana
O Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente (GAEMA) do Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) irá apurar as circunstâncias que têm levado a uma crise no abastecimento público de água em Americana (SP). Os reservatórios do município contabilizam, na manhã desta quarta-feira (1º), apenas 11 milhões de litros de água, o ideal seria de 36 milhões de litros.
A cidade já havia decretado nesta terça-feira (30) emergência hídrica. As regiões mais afetadas nesta quarta foram: Centro, Vila Dainese, Jardim Ipiranga, Jardim Brasil e Chácaras Letônia.
Segundo o MP, os promotores determinaram uma série de cuidados, entre elas a expedição de ofícios ao prefeito e ao superintendente do Departamento de Água e Esgoto (DAE) para que, em até cinco dias, esclareçam se foram elaborados planos de contingência e emergência, além de iniciativas emergenciais para garantir o fornecimento regular de água potável. Eles deverão responder também sobre possíveis decretos municipais destinados a enfrentar a crise e apresentar relatórios da qualidade da água.
Outra medida estabelecida foi a requisição, à Vigilância Sanitária Municipal, à Vigilância Epidemiológica e à Agência Reguladora dos Serviços de Saneamento das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (ARES-PCJ), de dados sobre providências adotadas para assegurar a qualidade e a regularidade do abastecimento, bem como eventuais impactos à saúde da população.
O Gaema levou em consideração uma série de fatores para instaurar o procedimento, entre eles a intermitência no fornecimento de água em diferentes bairros da cidade, relatos de deterioração da qualidade da água disponibilizada à população, a declaração do governo estadual reconhecendo escassez hídrica na região do Rio Piracicaba e a ausência de medidas eficazes por parte do poder público local.
Emergência Hídrica
A Prefeitura de Americana decretou estado de emergência hídrica, medida que permite a adoção de ações emergenciais como reforço no combate a vazamentos, contratação de caminhões-pipa para atendimento em áreas específicas e intensificação das campanhas de conscientização sobre o uso racional da água.
O DAE informou que a estiagem prolongada e a baixa qualidade da água captada do Rio Piracicaba têm prejudicado o processo de tratamento, reduzindo significativamente a oferta de água para abastecimento.
A autarquia pede a colaboração da população para que adote práticas de economia e conservação da água, utilizando o recurso de maneira consciente até que a situação se normalize com a retomada das chuvas.
*Estagiário sob supervisão

