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Campinas e Região

MP pede condenação de Campinas por queda de árvore que matou menina

Promotoria alega que prefeitura foi omissa em manutenção de árvores na Lagoa do Taquaral; acidente matou menina de 7 anos em 2023

Rafaela Oliveira
RAFAELA OLIVEIRA

17/03/2026 • 17:45 • Atualizado em 17/03/2026 • 17:45

Família fazia piquenique na Lagoa do Taquaral quando árvore caiu e matou criança

Família fazia piquenique na Lagoa do Taquaral quando árvore caiu e matou criança

Reprodução

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) reforçou, nesta terça-feira (17), a necessidade de condenar o município de Campinas (SP) por negligência na gestão da Lagoa do Taquaral. O processo foi motivado pela morte de Isabela Tiburcio Firmino, de 7 anos, atingida pela queda de um eucalipto em janeiro de 2023.

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De acordo com o parecer técnico da promotora Luciana Ribeiro Guimarães Viegas de Carvalho, há evidências de que a prefeitura atuou de forma negligente e omissiva. A análise aponta que a árvore apresentava raízes necrosadas, estrutura comprometida e sinais de deterioração que poderiam ter sido identificados previamente.

O documento do MPSP destaca ainda que:

  • O poder público tinha ciência do risco de declínio dos eucaliptos desde 2012.
  • Alertas técnicos emitidos em 2015 recomendavam o monitoramento das espécies, mas não houve ação eficaz.
  • Dias antes da tragédia, outro eucalipto já havia caído na mesma área sem que providências fossem tomadas.

Relembre o caso

A tragédia ocorreu na manhã de 24 de janeiro de 2023, uma terça-feira, quando Isabela comemorava o aniversário de uma prima em um piquenique com a família.

A menina, filha de um pastor de Hortolândia (SP), foi atingida por um eucalipto que se desprendeu do solo. O acidente também deixou uma mulher gravemente ferida.

Na época, o caso foi registrado como morte acidental, e a prefeitura atribuiu a queda ao solo encharcado pelas chuvas.

O que diz a Prefeitura

Sobre a manifestação do Ministério Público a Prefeitura de Campinas informa que:

  • "Desde 2013 mantém uma equipe com 40 colaboradores na Lagoa do Taquaral, ao custo de R$ 400 mil por mês, para fazer exclusivamente a manutenção do local, incluindo o manejo das árvores;
  • No período citado pelo Ministério Público foram removidos 99 eucaliptos, a partir de um laudo técnico de uma assessoria externa que apontava a necessidade de remoção.
  • A secretaria segue o plano diretor sobre o assunto elaborado em 2023. No local foi feito o plantio de novas árvores nativas;
  • Análises técnicas do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) e do Instituto Biológico (IB), órgãos ligados ao governo do Estado de São Paulo, apresentaram relatórios concluindo que a queda da árvore foi por causa do encharcamento do solo, o que comprova que árvores saudáveis também estão sujeitas a quedas;
  • Desde então, também foi definido o fechamento dos parques após chuvas superiores a 80 milímetros em 72h por conta do solo encharcado;
  • A Prefeitura de Campinas segue à disposição do Ministério Público e da Justiça para eventuais explicações."

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