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Muitos ovos em casa? Dicas para consumir o chocolate pós-Páscoa com saúde

Especialista explica os benefícios do cacau e dá dicas para evitar excessos e desconfortos

Rafaela Oliveira
RAFAELA OLIVEIRA

06/04/2026 • 07:48 • Atualizado em 06/04/2026 • 07:48

Ovos de Páscoa

Ovos de Páscoa

Divulgação / Internet

A Páscoa passou, mas para muitas famílias a celebração continua dentro da geladeira. Com o acúmulo de ovos e bombons ganhos no feriado, o desafio agora é gerenciar esse estoque sem prejudicar a saúde. O consumo exagerado em um curto período pode transformar o prazer em desconforto, provocando dores de cabeça, problemas gastrointestinais e picos de glicemia

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O chocolate, especialmente nas versões com maior teor de cacau (como o amargo e o meio amargo), é rico em compostos bioativos e flavonoides. Essas substâncias possuem ação antioxidante, auxiliando no combate aos radicais livres e beneficiando a saúde cardiovascular. Além disso, o consumo moderado está associado à melhora do humor devido à liberação de serotonina.

De acordo com Joseane Nobre, coordenadora do curso de Nutrição do Centro Universitário Unimetrocamp Wyden, o cacau é considerado um alimento funcional.

“Ele pode contribuir para a saúde do coração e até para a redução do estresse. No entanto, é importante optar por chocolates com maior concentração de cacau e menor teor de açúcar”, explica a especialista.

Atenção aos excessos

Por outro lado, versões como o chocolate ao leite e o branco — que não possui massa de cacau em sua composição — apresentam altos teores de gordura e açúcar. O consumo exagerado pode acarretar:

  • Ganho de peso;
  • Picos de glicemia;
  • Dores de cabeça e problemas gastrointestinais.

Dicas para uma Páscoa consciente

Para aproveitar a data sem abrir mão da saúde, a recomendação é priorizar chocolates que contenham, no mínimo, 50% a 70% de cacau. Para quem possui restrições alimentares, como diabéticos ou intolerantes à lactose, a orientação é a leitura atenta dos rótulos para encontrar versões adequadas.

“O chocolate pode, sim, fazer parte de uma alimentação equilibrada. O segredo está na moderação e na qualidade do produto escolhido”, conclui Joseane Nobre. A orientação final é saborear pequenas porções ao longo dos dias, em vez de consumir grandes quantidades de uma só vez.

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