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Museu em Itu: pilares de 100 anos e outros segredos são achados em restauro

O trabalho no Museu FAMA fomenta a preservação da memória e da identidade cultural, conectando gerações ao passado, e tem grandes benefícios socioeconômicos

Da redação
DA REDAÇÃO

13/01/2026 • 15:58 • Atualizado em 13/01/2026 • 15:58

O FAMA Museu, em Itu, é uma antiga fábrica de tecidos, a Fábrica São Pedro, um importante polo têxtil do século XX

O FAMA Museu, em Itu, é uma antiga fábrica de tecidos, a Fábrica São Pedro, um importante polo têxtil do século XX

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O restauro da antiga Fábrica São Pedro, atual sede do Museu FAMA, em Itu (SP), está revelando detalhes inéditos sobre a construção que foi pilar da industrialização paulista. Reconhecido pelo CONDEPHAAT como Patrimônio Arquitetônico Industrial, o edifício passa por uma recuperação estrutural que une arqueologia industrial e alta tecnologia para preservar o acervo dos museus FAMA e Asas de Um Sonho.

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Um dos grandes destaques da obra é a identificação de materiais raros para construções industriais. Os técnicos descobriram que os 120 pilares originais são feitos de cedro, copaíba e castanheira, madeiras nobres e de altíssima resistência.

Segundo o arquiteto Vinicius Martins de Oliveira, embora a superfície apresentasse escurecimento por umidade, a remoção de apenas cinco milímetros revelou que a madeira interna permanece firme e estruturalmente íntegra após um século. Graças à qualidade, nenhum dos pilares precisará ser substituído, sendo todos recuperados e reforçados.

Para assegurar a precisão do restauro, foi montado um laboratório de análises dentro da própria fábrica. O processo científico inclui:

  • Microscopia com resina epóxi para identificar as fibras da madeira.
  • Uso de dissecadores para medir os níveis de umidade.
  • Catalogação e pesagem sistemática de cada peça do forro e da estrutura.

A cobertura de 4.500 m² é composta majoritariamente por telhas cerâmicas do modelo Marseille, seguindo um padrão francês da época. O projeto prevê o reaproveitamento de 85% das telhas originais, que passam por um processo de limpeza e renovação do verniz protetor para preservar o barro centenário.

A iniciativa é gerida pela Associação Museu São Pedro e viabilizada pela Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), com apoio do Ministério da Cultura e do Governo do Estado de São Paulo. O restauro conta com uma equipe multidisciplinar de arquitetos, engenheiros e mestres de obras especializados em patrimônio histórico.

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