
Um macaco prego foi resgatado na operação
Divulgação
Na manhã desta terça-feira (03), o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), coordenado pelo Ministério Público de Santa Catarina, deflagrou a Operação Aruana. A ação visa desarticular uma organização criminosa envolvida no tráfico de animais silvestres, falsificação de documentos e outros crimes contra a fauna.
Em Indaiatuba (SP), a operação contou com a atuação estratégica do 1º BAEP (Batalhão de Ações Especiais de Polícia) e do 5º BPAMB (Polícia Militar Ambiental). Na cidade, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão. As ocorrências foram registradas na Delegacia de Indaiatuba.
Entre os animais e itens apreendidos na região, destacam-se espécies de alto valor comercial e biológico, como:
- 46 pássaros Azulão, espécie nativa que consta na lista de extinção;
- 01 Macaco Prego, cujo valor no mercado negro pode chegar a R$ 12 mil;
- Aves exóticas como o Ring Neck e exemplares de Ouriço Pigmeu.
No total, a Operação Aruana cumpre 65 mandados em cinco estados: Santa Catarina, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e Bahia. O nome da operação, de origem tupi-guarani, significa "sentinela da natureza", simbolizando a vigilância e proteção permanente da biodiversidade contra o comércio ilegal.
Todo o material apreendido será periciado pela Polícia Científica para aprofundar as investigações, que correm sob sigilo. Os animais resgatados recebem atendimento imediato de médicos-veterinários para garantir sua proteção.
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