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Receita Federal cumpre mandados em Paulínia, Atibaia, Itupeva e Rafard

Grupo criminoso teria mantido esquema de lavagem de dinheiro, adulteração de combustíveis e sonegação fiscal

Maria Eduarda Lopes
MARIA EDUARDA LOPES

28/05/2026 • 09:09 • Atualizado em 28/05/2026 • 12:36

Empresa investigada em  Paulínia

Empresa investigada em Paulínia

Divulgação

A Receita Federal e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) realizaram, na manhã desta quinta-feira (28), a Operação “Fluxo Oculto”.

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A ação inclui o cumprimento de mandados de busca e apreensão em Paulínia (SP), Atibaia (SP), Itupeva (SP) e Rafard (SP) contra um esquema de fraudes, sonegação fiscal e lavagem de dinheiro no setor de combustíveis. O foco da investigação é a atuação de fintechs usadas como bancos paralelos e a adulteração de combustíveis com solventes.

Em Paulínia, o alvo das apurações foi um terminal de armazenagem de combustíveis.

Os fundos investigados no esquema de desvio de nafta possuem, atualmente, patrimônio estimado em aproximadamente R$ 205 milhões. Em pouco mais de um ano, houve incremento patrimonial superior a 200% nesse montante.

Ao todo, estão sendo cumpridos 59 mandados de busca e apreensão em cinco estados: São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Em São Paulo, as ações ocorrem na capital e em mais 12 cidades.

Após a realização da Operação Carbono Oculto, foram descobertas mais seis fintechs que participavam do esquema. As instituições eram utilizadas para compensações financeiras entre distribuidoras e postos de combustíveis, empresas e fundos de investimentos, pagamentos de colaboradores e gastos, além de investimentos pessoais dos principais operadores.

Adulteração de combustíveis

Em parceria com a Agência Nacional de Petróle (ANP), o MPSP investiga o desvio de um solvente chamado nafta petroquímico para terminais e postos de combustível. O grupo falsificava a venda para empresas-fantamas.

Os denunciados utilizavam parentes, pessoas em situação de vulnerabilidade social e até presos para constituir pessoas jurídicas que supostamente adquiriam solventes. Mas, na prática, eram desviados para Grande São Paulo.

*Estagiária sob supervisão.

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