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Operação ‘Bazaar’ mira policiais que protegiam organização criminosa

Foram cumpridos 25 mandados de busca e apreensão, inclusive em unidades policiais, e 11 de prisão preventiva em São Paulo e Jundiaí; até o momento, quatro foram presos

Rafaela Oliveira
RAFAELA OLIVEIRA

05/03/2026 • 11:22 • Atualizado em 05/03/2026 • 11:22

Resumo

Operação Bazaar foi realizada em São Paulo e Jundiaí contra esquema de corrupção policial ligado à proteção de organização criminosa especializada em lavagem de capitais, resultando em quatro prisões até o momento.

Forças de segurança cumpriram 25 mandados de busca e apreensão, 11 de prisão preventiva e seis de intimação, inclusive em unidades policiais, com participação do Ministério Público, GAECO, Polícia Federal, FICCO e Corregedoria da Polícia Civil.

Esquema envolvia doleiros, operadores financeiros e pessoas com histórico de lavagem de dinheiro, que realizavam pagamentos indevidos a agentes públicos e policiais, além de fraudar processos, manipular investigações e destruir provas, levando à decisão de correições extraordinárias em delegacias envolvidas.

Nesta quinta-feira (5), foi realizada a Operação ‘Bazaar’, em São Paulo (SP) e Jundiaí (SP), contra um “amplo e estruturado” esquema de corrupção policial voltado à proteção de uma organização criminosa especializada em lavagem de capitais. Até o momento, quatro suspeitos foram presos.

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No total, são cumpridos 25 mandados de busca e apreensão, inclusive em unidades policiais, 11 de prisão preventiva, e seis mandados de intimação relativos a medidas cautelares diversas da prisão, em São Paulo (SP) e Jundiaí (SP).

A operação foi realizada pelo Ministério Público (MP-SP), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), em ação conjunta com a Polícia Federal (PF), por intermédio da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO), e com o apoio da Corregedoria da Polícia Civil.

Para além da operação, o Ministério Publico informou que, em reunião conjunta com a Corregedoria da Polícia Civil, deliberou-se pela realização de correições extraordinárias em todas as unidades policiais envolvidas para promover a responsabilização disciplinar e apurar eventuais outros ilícitos ocorridos nas repartições.

Como funcionava o esquema?

Segundo as investigações, o grupo criminoso era composto por doleiros, operadores financeiros e pessoas com extenso histórico de prática de atos de lavagem de capitais.

O grupo fazia pagamentos sistemáticos de vantagens indevidas a agentes públicos e policiais, além de adotar estratégias de fraude processual, manipulação de procedimentos investigativos e destruição de provas no âmbito de inquéritos policiais.

“A operação tem como objetivo romper a estrutura de proteção institucional indevida construída pelo grupo, bem como promover a responsabilização criminal dos envolvidos”, afirma o MP.

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