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Operação da PF mira esquema de venda de dados sensíveis de pacientes do SUS

Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão em Vinhedo (SP), Valinhos (SP) e São Paulo (SP)

Rafaela Oliveira
RAFAELA OLIVEIRA

04/02/2026 • 17:26 • Atualizado em 04/02/2026 • 17:26

Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão nas cidades de Vinhedo (SP), Valinhos (SP) e de São Paulo (SP)

Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão nas cidades de Vinhedo (SP), Valinhos (SP) e de São Paulo (SP)

Divulgação/PF

A Polícia Federal (PF) realizou, nesta quarta-feira (4), a Operação Glycon, com o objetivo de desarticular uma estrutura empresarial voltada ao acesso e à comercialização ilegal de dados pessoais sensíveis de saúde de pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).

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Na região, foram cumpridos mandados de busca e apreensão nas cidades de Vinhedo (SP) e Valinhos (SP), além da capital paulista.

Os alvos da ação foram endereços vinculados à empresa investigada e aos seus sócios administradores. Segundo a PF, a investigação teve início após o Ministério da Saúde, via DATASUS, notificar um incidente de segurança cibernética em uma ferramenta de inteligência artificial, destinada a profissionais de saúde, que é comercializada pela empresa investigada.

As apurações apontam que o sistema permitia o acesso indevido a informações clínicas sigilosas de pacientes por meio de consulta por dados identificadores. Para interromper a exposição dos dados, a Justiça Federal determinou a suspensão imediata de domínios e de APIs (interfaces de programação) ligadas à empresa.

Os envolvidos podem responder pelos crimes de invasão de dispositivo informático e receptação qualificada de dados. As penas para esses delitos, somadas, podem chegar a 13 anos de reclusão, sem prejuízo de outras infrações identificadas durante o curso das investigações.

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