A Polícia Civil de Piracicaba (SP) deflagrou nesta quinta-feira (9) a 2ª fase da Operação Vape, que resultou na apreensão de mais de 130 mil cigarros eletrônicos e produtos similares proibidos pela legislação sanitária brasileira. Quatro pessoas foram pressa – dois homens e duas mulheres. A ação, que teve apoio da Guarda Municipal (GM), teve como alvo o comércio ilegal de dispositivos eletrônicos para fumar, acessórios e essências, especialmente na região central da cidade.
De acordo com a polícia, os produtos apreendidos estavam sendo vendidos em estabelecimentos próximos ao camelódromo de Piracicaba (SP), localizado ao lado do terminal rodoviário, área de grande circulação de pessoas.
O material confiscado inclui cigarros eletrônicos, vapes, essências e refis, totalizando um valor estimado em R$ 25 mil. Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), esses produtos são proibidos no Brasil desde 28 de agosto de 2009, por não atenderem às normas de segurança e saúde pública.
Durante a operação, mais de 20 marcas diferentes de cigarros eletrônicos ilegais foram encontradas. A Polícia Civil destaca que muitos desses produtos são voltados ao público jovem, especialmente adolescentes, o que aumenta a gravidade do crime.
A Anvisa mantém, atualmente, uma lista com cerca de 90 marcas de cigarros eletrônicos comercializadas ilegalmente no país, e alerta para os riscos do uso desses dispositivos, frequentemente associados a problemas respiratórios e dependência.
Os quatro presos em flagrante permanecem à disposição da Justiça e respondem por crime contra a saúde pública, cuja pena pode chegar a 15 anos de prisão, dependendo da gravidade do caso.
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