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Operação “Haras do Crime” mira grupo que furtava petróleo em oleodutos

Polícia cumpriu 13 mandados de prisão e 29 de busca e apreensão; Piracicaba tem alvos na região

Da redação
DA REDAÇÃO

22/01/2026 • 12:26 • Atualizado em 22/01/2026 • 12:26

A Polícia Civil e o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), através do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (GAECO), deflagraram, nesta quinta-feira (22), a operação “Haras do Crime”, cumprindo 13 mandados de prisão preventiva e 29 de busca e apreensão, contra uma organização criminosa envolvida no furto de petróleo, após perfurações clandestinas em oleodutos da Transpetro. A ação acontece nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Paraná, Santa Catarina, Maranhão e Sergipe. Quatro cidades da região de Piracicaba (SP) têm alvos na operação. Pelo menos, sete pessoas já foram presas.

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As investigações tiveram início em junho de 2024, quando policiais militares se dirigiram à Fazenda Garcia, que era de propriedade do falecido contraventor Waldemir Paes Garcia (conhecido como Maninho), em Guapimirim, para verificar a informação de que um grupo com cerca de 15 pessoas armadas estaria furtando petróleo do duto que passa no interior da propriedade.

No local, os policiais encontraram dois caminhões-tanque carregados com o combustível fóssil. De acordo com a Transpetro, o prejuízo apurado apenas nessa operação foi de R$ 5,8 milhões.

Além dos executores diretos das derivações clandestinas, denunciados pelo GAECO/MPRJ, as investigações apontam, ainda, pelo menos 15 empresas localizadas em diversos estados que compunham a engrenagem do esquema criminoso, especialmente no contexto da lavagem de dinheiro obtido com o furto de petróleo, sendo utilizadas para a receptação do produto, o transporte e a emissão de notas fiscais fraudulentas.

Ainda segundo o MP, alguns alvos já haviam sido denunciados anteriormente pelo mesmo crime e continuaram a conduzir o esquema criminoso, desrespeitando as decisões judiciais.

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