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Operação Mago Simão: Polícia mira fraude com criptomoedas em Indaiatuba

DEIC cumpre mandados contra empresa que prometia lucros de 10% ao mês e teria dado golpe de mais de R$ 500 mil

Rafaela Oliveira
RAFAELA OLIVEIRA

05/03/2026 • 14:30 • Atualizado em 05/03/2026 • 14:30

O material foi apreendido

O material foi apreendido

Divulgação/PC

Os responsáveis por um sofisticado esquema de pirâmide financeira disfarçado de assessoria de investimentos em criptomoedas foram alvos da Operação Mago Simão, deflagrada nesta quinta-feira (5), no bairro Morada do Sol, em Indaiatuba (SP).

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A ação foi realizada pela Polícia Civil, por meio da Divisão Especializada de Investigações Criminais (DEIC/SECCOLD) de Piracicaba (SP).

O responsável pela empresa usada no esquema apresentava-se como especialista no mercado financeiro e estruturou uma empresa. O golpe era baseado em promessas de lucros exorbitantes, chegando a 10% ao mês, valor considerado impraticável no mercado real.

Para manter a aparência de legitimidade, o alvo enviava demonstrativos fraudulentos em PDF com supostos ganhos mensais e transformava algumas vítimas em "assessores", que recebiam comissões de 5% para captar novos investidores – característica clássica de um esquema Ponzi.

O site da empresa listava endereços na Avenida Paulista e em Indaiatuba que não existiam; em um dos locais, funcionavam apenas consultórios médicos. Além disso, a empresa não possuía registro na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para operar com custódia de valores.

Enquanto clientes enfrentavam dificuldades para sacar o dinheiro, o casal ostentava viagens e veículos de luxo, como uma Mercedes-Benz e uma motocicleta Triumph, que não estavam registrados em seus nomes para ocultar bens.

Recentemente, o investigado admitiu uma dívida de cerca de R$ 510 mil com 42 clientes. Como justificativa para a interrupção dos pagamentos, ele alegou ter "perdido" a senha e as 12 palavras-chave de recuperação de sua carteira digital, afirmando não ter mais controle sobre os ativos das vítimas.

Durante as buscas na residência do suspeito, a polícia apreendeu sete cartões bancários, iPhones, máquinas de cartão, agendas e documentos. Todo o material será periciado para aprofundar as provas do crime de estelionato e identificar o destino final do dinheiro subtraído das vítimas.

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