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Operação mira quadrilha que atacava trens e desviava toneladas de cargas

Esquema que abastecia o mercado ilegal com grãos e açúcar gerou prejuízo milionário à empresa do interior de São Paulo

Rafaela Oliveira
RAFAELA OLIVEIRA

17/03/2026 • 11:05 • Atualizado em 17/03/2026 • 11:05

A Polícia Civil realiza, nesta terça-feira (17), a Operação Ouro Branco para desarticular uma quadrilha especializada no furto de cargas de farelo de soja e açúcar transportadas por trens na região de Aguaí (SP), com destino ao Porto de Santos. Até o momento, três suspeitos foram presos e um é investigado.

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Durante a ação, foram cumpridos quatro mandados de prisão temporária e 11 de busca e apreensão. Todas as ordens judiciais são cumpridas em Aguaí. Na ação, foram apreendidos veículos, sacos utilizados no transporte da carga furtada e duas armas falsas, além de outros materiais ligados à atuação do bando.

Os criminosos, investigados desde dezembro do ano passado, causaram prejuízo milionário à empresa responsável pelas cargas.

Ação foi coordenada pela 2ª Delegacia da Divisão de Investigações sobre Furtos, Roubos e Receptações de Veículos e Cargas (Divecar).

Ação foi coordenada pela 2ª Divecar

Ação foi coordenada pela 2ª Divecar

Crédito: Foto/Gazeta de Aguai

A investigação e o esquema

O Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) informou que as investigações tiveram início em dezembro de 2025, após uma denúncia que apontava prejuízos milionários provocados por furtos recorrentes ao longo das linhas férreas.

Câmeras registram a ação dos criminosos

Câmeras registram a ação dos criminosos

Crédito:

Segundo a apuração, a quadrilha atuava de forma estruturada e em etapas:

  • O furto: parte dos envolvidos acessava os vagões durante o deslocamento dos trens, ensacava a carga e a lançava às margens da linha férrea.
  • O transporte: em seguida, outros integrantes recolhiam o material com o apoio de veículos e o transportavam até galpões e propriedades rurais da região.
  • O armazenamento: nos galpões e propriedades rurais, os produtos eram armazenados e “regularizados” para posterior revenda no mercado formal.

Assista ação:

“Eles agiam diretamente nos vagões em movimento, retiravam a carga e lançavam na linha férrea para que outros integrantes fizessem o recolhimento”, explicou o delegado Danilo Alexiades, responsável pela ação.

O nome da operação faz referência ao alto valor e à facilidade de escoamento dos produtos furtados. “O açúcar, por exemplo, é uma mercadoria que, assim que subtraída, já tem comprador certo. Por isso, a alusão ao ‘ouro branco’, pela liquidez e rápida inserção no mercado”, acrescentou o delegado.

As investigações continuam para identificar outros envolvidos no esquema criminoso.

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