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Operação da DEIC de Piracicaba mira esquema que lavou quase R$ 100 milhões

Foram cumpridos mandados de buscas e apreensão em São Paulo, Ribeirão Preto, São João da Boa Vista e Santa Rosa do Viterbo durante a operação "Quebrando a Banca"

*MARIA EDUARDA LOPES

13/01/2026 • 09:48 • Atualizado em 13/01/2026 • 09:48

Carros apreendidos durante a Operação

Carros apreendidos durante a Operação

Divulgação

A Divisão Especializada de Investigações Criminais (DEIC) de Piracicaba (SP) realizou, na manhã desta terça-feira (13), a operação "Quebrando a Banca", que visa desarticular uma organização criminosa que movimentou quase R$ 100 milhões.

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Durante a ação, os policiais do Setor Especializado de Combate aos Crimes de Corrupção, Crime Organizado e Lavagem de dinheiro (SECCOLD) cumpriram mandados de busca e apreensão em imóveis nas seguintes cidades paulistas: São Paulo, Ribeirão Preto, São João da Boa Vista e Santa Rosa do Viterbo.

No cumprimento dos mandados, foram arrecadados dispositivos eletrônicos, instrumentos de apostas, veículos e valores em espécie. Agora, as investigações continuam a fim de identificar a extensão da organização criminosa.

“Pavão de Ouro”

O objetivo da operação é acabar com a organização denominada “Pavão de Ouro”. A investigação identificou uma complexa rede de lavagem de capitais que operava há décadas em cidades paulistas e mineiras, utilizando empresas de fachada e uma rede de "laranjas" para esconder o aproveitamento da exploração de jogos de azar.

As investigações apontaram grandes movimentações bancárias, totalmente incompatíveis com a capacidade econômica declarada dos investigados. O principal líder da organização, movimentou a quantia de mais de R$ 25 milhões em um único semestre de 2024, além de possuir histórico de movimentações milionárias em períodos anteriores.

Os líderes do grupo realizavam transações imobiliárias em espécie e aquisição de ativos em nome de terceiros para ocultar a origem ilícita dos recursos.

A estrutura operacional contava com gerentes e operadores financeiros chave, que movimentavam milhões de reais por meio de transferências via PIX e depósitos em espécie. A investigação também mirou o braço empresarial do grupo, que possui um capital social declarado de R$ 36 milhões e servia como destino para transferências efetuadas pela liderança.

Crime milionários

Somando as movimentações bancárias atípicas identificadas, o capital social das empresas envolvidas, o patrimônio imobiliário oculto e a frota de veículos (estimada em aproximadamente R$ 18 milhões em nome dos acusados ou empresas), o montante total de ativos e valores movimentados pela quadrilha atinge o valor de R$ 97.295.634,27.

*Estagiária sob supervisão.

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