
O pastor foi preso pelo crime de estupro de vulnerável
Reprodução
Um homem, apontado como pastor evangélico, é investigado por estupro de vulnerável contra uma menina de 12 anos, em Amparo (SP). Um vídeo, divulgado nesta terça-feira (20), mostra o homem de 63 anos se masturbando, atrás de uma porta, enquanto olha a criança.
De acordo com o Boletim de Ocorrência, os episódios de abuso sexual contra a menina ocorreram entre 9 de dezembro do ano passado e 9 de janeiro deste ano, período em que o pastor estava prestando serviços na casa do pai da menina.
Além de ter se masturbado olhando a criança, a denúncia aponta que o pastor teria proferido palavras de cunho sexual, chamando a menina de 12 anos de "gostosinha", e avançado fisicamente contra ela ao retirar sua coberta e apalpar suas nádegas.
A criança conseguiu gravar o momento que o homem realizava atos libidinosos em sua frente e relatou aos pais que vinha sendo vítima de abuso sexual. Diante do relato e das provas, os pais da menina registraram boletim de ocorrência, no dia 12 de janeiro, no 1º Distrito Policial de Amparo.
O delegado responsável pelo caso pediu pela prisão preventiva do pastor. O promotor concordou com a decisão, mas o juiz negou o pedido e autorizou apenas a implementação de medidas cautelares contra o suspeito. Agora, ele fica proibido de se aproximar por até 300 metros.
À equipe da Band, o advogado da família da criança, Carlos Becalete, relatou que os pais dela conheciam o homem há cerca de 10 anos. Ainda, por ele ser pastor, os familiares dizem que confiavam nele para realizar o trabalho de pintura na casa da família durante o período de um mês.
O que diz a igreja
"A Igreja Evangélica Assembleia de Deus - Ministério do Belém Amparo/SP, em face de denúncia envolvendo membro seu, vem a público esclarecer:
1) O denunciado, de cujo nome foi dado veiculação por alguns órgão de Mídia, não ocupa função pastoral nessa denominação, não pertencendo à sua diretoria, nem vem exercendo cargos de liderança na mesma. Chegou na mesma a exercer uma função de auxiliar, que é de presbítero, não de liderança.
2) A denominação tomou conhecimento de referido assédio e, tão logo tomado conhecimento, por seu setor juridico orientou os pais ação no sentido de que, dirigindo-se às autoridades, buscassem preservar os direitos da assediada em questão, crendo que as autoridades são as mais indicadas para verificação do fato e efetiva justiça. A Denominação não concorda com quaisquer práticas dessa natureza, bem como não se solidariza com nenhuma prática de injustiça.
3) A denominação nunca teve nenhuma denúncia ou reclamação de conduta dessa natureza do denunciado.
4) A denominação zela pelo bem de seus membros e lamenta o ocorrido, que envolve familias da mesma. A todos oferece sua assistência e por todos ora para que Deus, em sua sabedoria, os dirija nesse momento difícil. A partir da denúncia, conforme prescreve seu Estatuto, tomará as devidas medidas internas em relação ao denunciado, sempre atenta às decisões judiciais."
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