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Campinas e Região

Coffee Break: PF apreende armamentos em ação contra fraudes em licitações

Foram cumpridos três mandados de busca e apreensão em Sumaré (SP) e Jundiaí (SP)

Da redação
DA REDAÇÃO

15/01/2026 • 09:01 • Atualizado em 15/01/2026 • 09:01

Armas apreendidas na operação desta quinta (15)

Armas apreendidas na operação desta quinta (15)

Divulgação/PF

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (15), a terceira fase da Operação Coffee Break, destinada a apurar supostas práticas ilícitas relacionadas a fraudes em processos de licitação.

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Nesta etapa, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão em Sumaré (SP) e Jundiaí (SP), além da execução de diversas medidas de constrição patrimonial autorizadas judicialmente.

Em Sumaré, foram apreendidas 11 armas de fogo e cerca de 400 munições, mas ninguém foi preso durante a ação. Segundo o proprietário, José Aparecido Ribeiro Marin, o armamento é legalizado [veja nota na íntegra abaixo].

A ação dá continuidade à operação iniciada no dia 12 de novembro de 2024, quando foram cumpridos 50 mandados de busca e apreensão e seis mandados de prisão preventiva, expedidos pela 1ª Vara Federal de Campinas (SP), nos estados de São Paulo, Distrito Federal e Paraná. Na ocasião, houve apoio da Controladoria-Geral da União (CGU) e da Polícia Militar do Estado de São Paulo.

Os investigados poderão responder pelos crimes de corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em licitação, lavagem de dinheiro, contratação direta ilegal e organização criminosa.

Outro lado

Em nota, a defesa do secretário de José Aparecido Ribeiro Marin afirma o seguinte:

"O escritório Campagnollo Bueno & Nascimento Advogados, atuante na defesa de José Aparecido Ribeiro Marin, esclarece que, até o presente momento, não teve acesso integral aos autos nem aos desdobramentos da operação deflagrada nesta data, denominada Operação Coffee Break 2, razão pela qual aguarda a devida disponibilização das informações oficiais e manifestação detalhada.

Não obstante, a defesa informa, desde já, que os armamentos apreendidos encontram-se devidamente regularizados, sendo José Aparecido Marin registrado como CAC (Caçador, Atirador e Colecionador), com todos os certificados de registro e demais autorizações exigidas pela legislação vigente, compatíveis com a sua condição de colecionador.

Esclarece-se, ainda, que toda a documentação pertinente aos registros e certificados já se encontra em posse da Polícia Federal, inexistindo qualquer irregularidade quanto à origem, posse ou manutenção dos referidos armamentos.

A defesa reafirma sua confiança na atuação técnica das autoridades e permanece à disposição para os esclarecimentos necessários, tão logo tenha acesso completo aos autos."

Relembre os últimos passos da operação

O vice-prefeito de Hortolândia (SP), Cafu César (PSB), e os secretários municipais de Educação e Habitação foram exonerados após uma operação da Polícia Federal (PF) contra fraudes em licitações. A decisão foi publicada no Diário Oficial de 14 de novembro de 2025, dois dias após a operação.

As demissões são desdobramentos da Operação Coffee Break, realizada no dia 12 de novembro pela PF, que desarticulou um esquema de fraudes em licitações na área da Educação em várias cidades da região de Campinas.

Quatro servidores tiveram as exonerações publicadas na edição de sexta-feira (14/11) do Diário Oficial de Hortolândia:

  • Carlos Augusto César, o “Cafú”, vice-prefeito e secretário de Governo do município;
  • Fernando de Moraes, secretário de Educação, Ciência e Tecnologia;
  • Rogério Mion, secretário de Habitação;
  • Carla Ariane Trindade, diretora de Departamento, Almoxarifado e Patrimônio.

Esquema

De acordo com as investigações da PF, lobistas intermediavam contatos entre a empresa Life Tecnologia e o poder público. O dinheiro obtido era lavado por meio da atuação de doleiros, que pagavam propinas aos envolvidos.

Os investigadores identificaram que a maior parte dos créditos recebidos pela Life, entre 2021 e 2024, vem de recursos públicos. Os valores arrecadados de Sumaré (SP), Hortolândia (SP) e Morungaba (SP) somam quase R$ 100 milhões (R$ 99.399.812,87).

A PF também descobriu um valor de aproximadamente R$ 11.700 milhões possivelmente ligado à cidade de Limeira (SP).

A soma total de recursos contabilizados até o momento por meio do esquema criminoso é de aproximadamente R$ 111.200 milhões.

Além de autoridades municipais, o sistema envolvia empresários, doleiros e lobistas. Durante a operação da última quarta-feira (12), cinco pessoas foram presas:

  • Carlos Augusto César, vice-prefeito de Hortolândia. Segundo a apuração, ele atuava ativamente no direcionamento das licitações e na liberação de pagamentos para a empresa Life Tecnologia Educacional, em troca de vantagens indevidas, e teria recebido mais de 2 milhões de reais no esquema.
  • André Gonçalves Mariano, apontado como líder do grupo criminoso e proprietário da Life Educacional. Ele fazia o pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos e lobistas.
  • Fernando Gomes de Moraes, acusado de direcionar licitações e agilizar pagamentos da Life em troca de propina.
  • Eduardo Maculan, doleiro que atuava nas transferências da Life utilizando empresas e métodos como pagamento de boletos fracionados.
  • Abdalla Ahmad Fares, doleiro e empresário, responsável pelos pagamentos de vantagens indevidas a agentes públicos e lobistas.

O ex-secretário de Educação de Sumaré, José Aparecido Ribeiro Marin, era responsável por direcionar licitações e liberar pagamentos em troca de propina. Ele também foi alvo de mandado de prisão, mas não foi encontrado.

As investigações da Polícia Federal (PF) correm sob sigilo, e os agentes também fizeram diligências no Distrito Federal e no Paraná, em conjunto com a Controladoria-Geral da União e a Polícia Militar. Os investigados podem responder pelos crimes de corrupção, peculato, fraude em licitação, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Ao todo, foram cumpridos 50 mandados de busca e apreensão e seis de prisão preventiva. Pelo menos quatro prefeituras estariam ligadas à maior parte dos desvios: Sumaré, Hortolândia, Limeira e Morungaba.

A operação ganhou o nome de Coffee Break, que em inglês significa “pausa para o café”, porque os investigados usavam, nas mensagens trocadas, a palavra “café” para se referir à propina.

A Operação Coffee Break

A Polícia Federal (PF) em Campinas (SP) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (12), a Operação Coffee Break, com o objetivo de apurar supostas práticas ilegais envolvendo fraudes em licitações públicas.

Durante a ação, foram cumpridos 50 mandados de busca e apreensão e seis mandados de prisão preventiva, nos estados de São Paulo e Paraná e também no Distrito Federal.

A investigação contou com o apoio da Controladoria-Geral da União (CGU) e da Polícia Militar do Estado de São Paulo.

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