
No total, mais de 100 obras, foram executadas nesse período
Divulgação/Sanasa
Com o objetivo de ampliar a segurança hídrica da cidade, preparando Campinas para as mudanças climáticas e lançado em dezembro de 2021 pelo prefeito Dário Saadi, o Plano Campinas 2030 já exigiu R$ 1 bilhão em investimentos e estabeleceu um novo recorde na história da Sanasa. Esse R$ 1 bilhão de investimentos, realizado entre 2021 e 2024, superou o investido na década passada (2010-2020).

A construção de 20 novos reservatórios amplia a capacidade de reservação
Crédito: Divulgação/Sanasa
No total, mais de 100 obras, em todas as regiões da cidade, foram executadas nesse período, incluindo a construção de 20 novos reservatórios, ampliando a capacidade de reservação de 142 para 196 milhões de litros, volume equivalente a 1 bilhão de copos d’água e suficiente para resistir a paradas na captação por até 20 horas. O fato é que, com tempestades mais frequentes e volumosas, a captação do Rio Atibaia, de onde hoje a Sanasa tira praticamente 100% da água para ser tratada e distribuída por toda a cidade, ampliar o número de horas com a captação paralisada era vital. Além da piora da qualidade da água do rio e momentos de estiagem ou chuvas fortes, como o Rio Atibaia é ladeado pela Rodovia D. Pedro, há risco de falta de energia e desastres ambientais causados por derramamento de cargas perigosas de caminhões que vierem a se acidentar próximo da captação.
“Temos que estar preparados para esses desastres”, ressalta Manuelito Magalhães, presidente da Sanasa.
O Plano Campinas 2030 também estabeleceu uma meta ambiciosa: trocar, entre 2021 e 2024, 450 km de redes de água antigas por novas, igualando o que a Sanasa havia feito entre 1994 (ano de lançamento do Programa de Redução de Perdas) até 2020. Com investimentos de R$ 275 milhões, a meta foi superada e 473 km de redes antigas foram trocadas por novas, de PeAD – polietileno de alta densidade – mais resistentes e com durabilidade de 50 anos, beneficiando 250 mil moradores de mais de 100 bairros diferentes.

Tecnologia usada em obras despesa necessidade de abrir valas
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A troca de redes utiliza a tecnologia MND – Método Não Destrutivo, que também gera impacto positivo para os moradores. Antigamente era necessário abrir valas na rua toda, que ficavam abertas por semanas, para efetuar a troca. Hoje, pequenas tuneladoras (semelhantes aos “tatuzões” que escavam túneis de metrô, mas muito menores em tamanho), perfuram o subsolo sem necessidade de abertura de valas, atrapalhando muito menos o trânsito e gerando menos poeira para os moradores.
“Parece incrível que trocamos 473 km de redes de água em 4 anos, a mesma distância de Campinas a Curitiba, sem causar grandes desconfortos aos nossos moradores”, conclui o prefeito Dário Saadi.
Nesse período também foram executados 40 km de novas subadutoras e mais de 240 km de redes de água, necessárias para garantir a expansão da cidade.

Mais de 100 obras, em todas as regiões da cidade, foram executadas
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No esgoto foram concluídos 200 km de novas redes e 16 km de interceptores, coletores e emissários. E mais: estão dentro do cronograma as obras de ampliação das ETEs (Estações de Tratamento de Esgoto) Nova América, San Martin e Piçarrão, além das obras da conversão da ETE Anhumas em EPAR, Estação Produtora de Água de Reúso.
Além desse pacote de obras, a Sanasa está em fase adiantada de projeto do Novo Manancial de Campinas, o Sistema Produtor Campinas-Jaguari. O SPCJ vai retirar água da represa no limite do município entre Campinas e Pedreira.
Além de uma água bruta com melhor qualidade, esse novo sistema produtor, projetado para captar 2.000 litros por segundo, além de reforçar o abastecimento da cidade, garantirá maior resiliência, garantindo para Campinas água de outro manancial que não o Rio Atibaia. A obra compreende o ponto de captação e o conjunto de bombas nas margens da represa que está sendo construída, 7 km de adutoras de água bruta, uma nova estação de tratamento de água na região do Gargantilha, em terreno que a Sanasa adquiriu em 2023, e 16 km de adutora de água tratada, que ligará a nova ETA ao ponto de conexão do macro anel de adução, próximo ao Campus II da PUCC.

Projeto para captar água do Rio Jaguari deve garantir segurança hídrica da cidade
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