Band Multi
Campinas e Região

Polícia do DF cumpre mandados na região de Campinas e bloqueia R$ 47 milhões dos investigados

Além do valor em dinheiro, foram apreendidos 41 veículos e 32 imóveis; o alvo é uma empresa “noteira”

*DANIEL ROSA

08/05/2025 • 14:11 • Atualizado em 08/05/2025 • 14:11

Veículos e imóveis apreendidos durante o cumprimento dos mandados

Veículos e imóveis apreendidos durante o cumprimento dos mandados

Polícia Civil do Distrito Federal

A Polícia Civil do Distrito Federal realizou, na manhã desta quinta-feira (8), uma operação com 16 mandados de busca e apreensão em três estados diferentes, inclusive em endereços em Campinas (SP) e Jaguariúna (SP). Os alvos são sócios e pessoas vinculadas a uma empresa que cometia crimes fiscais. Durante a ação, foram apreendidos R$ 47 milhões, 41 veículos e 32 imóveis dos investigados.

Compartilhar

Segundo informações da Polícia Civil do Distrito Federal, o objetivo da operação, nomeada Hollow Company, é de combater a prática dos crimes de sonegação fiscal, falsidade ideológica, associação criminosa e lavagem de dinheiro praticados por empresas.

No total, foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão nas cidades Lago Sul (DF), Campinas (SP), Jaguariúna (SP), Suzano (SP) e Florianópolis (SC), tendo como alvos empresas e residências dos envolvidos.

Foi judicialmente determinado o sequestro de cerca de R$ 47 milhões, com o bloqueio de 41 veículos e 32 imóveis, incluindo um complexo industrial de fabricação de embalagens plásticas em Jaguariúna (SP), na Avenida Armando Mário Tozzi.

As investigações apontaram a existência de uma empresa do ramo industrial de embalagens plásticas constituída no Distrito Federal que, apesar de ter movimentado cerca de meio bilhão de reais desde sua fundação, em 2018, jamais recolheu qualquer imposto. Essa empresa se trata de uma “noteira” - empresa criada com o objetivo de simular vendas e emitir notas fiscais falsas - com o objetivo de que outras empresas, suas supostas clientes, se beneficiem do crédito tributário fraudulentamente gerado.

As investigações apontaram também que as empresas beneficiadas com o “crédito podre” também são do ramo da indústria de embalagens plásticas, sediadas no estado de São Paulo, e possuem como sócios ou representantes os mesmos da empresa inicialmente investigada, situação que confirma a natureza fraudulenta da relação comercial.

A Polícia Civil do DF aponta que essas fraudes aconteciam, ao menos, desde o ano de 2018, e a dívida aos cofres do Governo do DF acumulada pela empresa investigada alcança, atualmente, a cifra de R$ 47 milhões. Até o momento, há indícios da prática dos crimes de sonegação fiscal, falsidade ideológica, associação criminosa e lavagem de dinheiro, delitos cujas penas somadas alcançam 24 anos de prisão.

A Operação Hollow Company, contou com o empenho de auditores da Receita Federal e 70 policiais civis, inclusive com apoio das Polícias Civis dos Estado de São Paulo e de Santa Catarina, foi assim batizada em razão de o termo significar "Empresa Oca", destacando a natureza fictícia da empresa noteira investigada.

*Estagiário sob supervisão