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Campinas e Região

Polícia Federal faz 3ª operação contra recrutadores de passageiros para levar drogas à Europa

Os mandados da operação Via Corporis foram cumpridos nas cidades de São Paulo, Guarulhos (SP) e Manaus (AM); essa é a terceira ação da semana

Da redação
DA REDAÇÃO

04/09/2025 • 10:34 • Atualizado em 04/09/2025 • 10:34

Os passageiros engoliam drogas para transportar até à Europa

Os passageiros engoliam drogas para transportar até à Europa

Divulgação/PF

Pelo terceiro dia consecutivo, a Polícia Federal (PF) de Campinas (SP) deflagrou uma operação para desarticular organização criminosa voltada ao tráfico internacional de drogas por meio de aeroportos. Nos últimos dois dias, cinco pessoas foram presas. Nesta quinta-feira (4), foram cumpridos seis mandados de prisão preventiva e cinco mandados de busca e apreensão.

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Os alvos dos mandados de prisão são dois homens e quatro mulheres apontados como responsáveis pelo aliciamento, emissão de passagens aéreas e documentos de viagem, além do custeio das despesas relativas às viagens internacionais e fornecimento da droga.

Os mandados da operação Via Corporis (em latim, o caminho do corpo) foram cumpridos nas cidades de São Paulo, Guarulhos (SP) e Manaus (AM). As ordens judiciais foram expedidas pela Juíza Federal Valdirene Ribeiro de Souza Falcão, titular da 9ª Vara Federal de Campinas.

Os objetivos da operação são, neste momento, aprofundar as investigações, identificar a totalidade dos membros da organização criminosa, definir suas funções e, principalmente, desarticular as atividades de tráfico de drogas.

O inquérito policial que deu origem à operação se baseia em investigação iniciada em 12 de outubro de 2024, quando uma jovem, de apenas 20 anos, foi presa no Aeroporto Internacional de Viracopos ao tentar embarcar em voo com destino a Paris, França, trazendo consigo cerca de 1,3 kg de cocaína oculta em seu organismo em formato de cápsulas.

Além das prisões e buscas, a Justiça Federal determinou, ainda, o bloqueio das contas bancárias dos investigados e de uma empresa utilizada para movimentar os valores relacionados com a traficância, até o limite de R$ 1 milhão, valor compatível com a movimentação financeira da organização criminosa, que atingiu quase R$ 700 mil somente no segundo semestre de 2024.

Durante as investigações, em abril de 2025, uma das investigadas, experiente cooptadora e treinadora de transportadores de drogas no estômago, foi presa em Londres, Reino Unido, também pelo crime de tráfico internacional de drogas, engolida; outro investigado, principal alvo da operação de hoje, de nacionalidade estrangeira, já foi preso pela Polícia Federal por tráfico internacional de drogas em duas outras ocasiões entre os anos de 2013 e 2017.

A pena prevista para os crimes de tráfico internacional de drogas, associação ao tráfico e lavagem de dinheiro pode ultrapassar 35 anos de prisão.

A operação recebeu o nome de Via Corporis (em latim, o caminho do corpo) em razão da forma de transporte da droga pela organização criminosa.

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