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Campinas e Região

Polícia prende líder de organização especializada em jogos de azar ilegais

Alberth Cesar Janjon foi localizado em um apartamento no bairro Nova Campinas, em Campinas (SP)

Henrique Alves
HENRIQUE ALVES

21/05/2026 • 15:05 • Atualizado em 21/05/2026 • 15:05

Carros apreendidos durante a prisão do investigado

Carros apreendidos durante a prisão do investigado

Polícia Civil

Alberth Cesar Janjon foi preso, nesta quinta-feira (21), suspeito de ser o líder de uma organização criminosa especializada em estelionato por meio de jogos de azar digitais. A prisão é resultado de uma operação conjunta entre as Polícias Civis de São Paulo e do Ceará.

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O homem, de 43 anos, foi localizado em um apartamento no bairro Nova Campinas, em Campinas (SP). Durante a prisão, foram apreendidos dois veículos de luxo avaliados em mais de R$ 1 milhão, além de relógios de grife e aparelhos celulares. Os dispositivos passarão por quebra de sigilo para dar continuidade às investigações.

Material apreendido na casa do líder da organização

Material apreendido na casa do líder da organização

Foto: Polícia Civil

A prisão realizada pela Delegacia de Investigação Sobre Entorpecentes (DISE) faz parte de uma ofensiva que cumpre mandados em seis estados: São Paulo, Ceará, Minas Gerais, Bahia, Mato Grosso e Santa Catarina.

De acordo com a Polícia, o grupo criminoso utilizava blogueiros e influenciadores digitais para atrair pessoas para a plataforma. Através dessa estratégia de divulgação, a quadrilha conseguia atingir dezenas de milhares de pessoas e transmitir credibilidade aos jogos apresentados.

Carros apreendidos durante a prisão do investigado

Carros apreendidos durante a prisão do investigado

Foto: Polícia Civil

No momento, diversas equipes policiais ainda realizam diligências em campo.

Defesa do investigado

Em nota, o advogado José Oscar Silveira Júnior, que responde pela defesa do investigado, afirmou que a prisão preventiva foi inadequada e desproporcional. Leia na íntegra:

"A defesa informa que se trata de um processo oriundo do interior do Ceará, que apura supostos pagamentos realizados a influenciadores para divulgação de plataformas conhecidas como “Jogo do Tigrinho” e outros jogos de azar.

O investigado foi indevidamente vinculado a essas pessoas, embora já atuasse no segmento de apostas esportivas dentro das normas atualmente exigidas pela legislação brasileira. Além disso, os fatos mencionados são antigos e já são objeto de apuração em outro processo em andamento.

Inclusive, nesse outro procedimento, sequer houve decretação de prisão preventiva pelo juízo competente, o que demonstra a ausência dos requisitos legais para a medida extrema agora imposta. Assim, observa-se uma duplicidade investigativa sobre fatos substancialmente semelhantes, já analisados em outro contexto processual.

Diante disso, a defesa entende que a prisão preventiva mostra-se totalmente inadequada e desproporcional. O investigado é empresário, possui residência fixa, atividade lícita conhecida e apresentou comprovação da origem e aquisição dos bens apreendidos.

Ressalte-se, ainda, que parte dos bens levados pela polícia — entre eles, dois veículos localizados na residência — sequer pertencem ao investigado, circunstância que teria sido ignorada durante o cumprimento das medidas de apreensão."