
Carros apreendidos durante a prisão do investigado
Polícia Civil
Alberth Cesar Janjon foi preso, nesta quinta-feira (21), suspeito de ser o líder de uma organização criminosa especializada em estelionato por meio de jogos de azar digitais. A prisão é resultado de uma operação conjunta entre as Polícias Civis de São Paulo e do Ceará.
O homem, de 43 anos, foi localizado em um apartamento no bairro Nova Campinas, em Campinas (SP). Durante a prisão, foram apreendidos dois veículos de luxo avaliados em mais de R$ 1 milhão, além de relógios de grife e aparelhos celulares. Os dispositivos passarão por quebra de sigilo para dar continuidade às investigações.

Material apreendido na casa do líder da organização
Foto: Polícia Civil
A prisão realizada pela Delegacia de Investigação Sobre Entorpecentes (DISE) faz parte de uma ofensiva que cumpre mandados em seis estados: São Paulo, Ceará, Minas Gerais, Bahia, Mato Grosso e Santa Catarina.
De acordo com a Polícia, o grupo criminoso utilizava blogueiros e influenciadores digitais para atrair pessoas para a plataforma. Através dessa estratégia de divulgação, a quadrilha conseguia atingir dezenas de milhares de pessoas e transmitir credibilidade aos jogos apresentados.

Carros apreendidos durante a prisão do investigado
Foto: Polícia Civil
No momento, diversas equipes policiais ainda realizam diligências em campo.
Defesa do investigado
Em nota, o advogado José Oscar Silveira Júnior, que responde pela defesa do investigado, afirmou que a prisão preventiva foi inadequada e desproporcional. Leia na íntegra:
"A defesa informa que se trata de um processo oriundo do interior do Ceará, que apura supostos pagamentos realizados a influenciadores para divulgação de plataformas conhecidas como “Jogo do Tigrinho” e outros jogos de azar.
O investigado foi indevidamente vinculado a essas pessoas, embora já atuasse no segmento de apostas esportivas dentro das normas atualmente exigidas pela legislação brasileira. Além disso, os fatos mencionados são antigos e já são objeto de apuração em outro processo em andamento.
Inclusive, nesse outro procedimento, sequer houve decretação de prisão preventiva pelo juízo competente, o que demonstra a ausência dos requisitos legais para a medida extrema agora imposta. Assim, observa-se uma duplicidade investigativa sobre fatos substancialmente semelhantes, já analisados em outro contexto processual.
Diante disso, a defesa entende que a prisão preventiva mostra-se totalmente inadequada e desproporcional. O investigado é empresário, possui residência fixa, atividade lícita conhecida e apresentou comprovação da origem e aquisição dos bens apreendidos.
Ressalte-se, ainda, que parte dos bens levados pela polícia — entre eles, dois veículos localizados na residência — sequer pertencem ao investigado, circunstância que teria sido ignorada durante o cumprimento das medidas de apreensão."
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