
Toró comemora primeiro gol da Ponte Preta
DOUGLAS MORETI/AGÊNCIA F8/ESTADÃO CONTEÚDO
Foi uma espera de 125 anos para, enfim, a torcida da Ponte Preta poder bater no peito e dizer que é campeã nacional. Neste sábado (25/10), diante de um estádio do Moisés Lucarelli lotado, o lado alvinegro de Campinas pulsou na vitória de 2 a 0 sobre o Londrina, com gols de Toró e Elvis - todos na segunda etapa. O placar assegurou o título da Série C do Campeonato Brasileiro.
A vitória foi o suficiente para Macaca porque o primeiro duelo entre os times, na semana passada, terminou em 0 a 0. Assim, um triunfo simples já era o suficiente na finalíssima, que, recheada de tensão e ansiedade, teve até torcedor que tentou entrar no estádio sem ingresso e causou confusão. No total, a grande decisão contou com 14.623 espectadores para uma renda de R$ 313.420,00.
O jogo
O primeiro tempo da partida registrou um grande equilíbrio. Na realidade, houve muito mais marcação, disposição, correria, do que um nível técnico mais apurado. Era uma típica final carregada de tensão.
Nesse cenário, o Londrina chegou a assustar após uma cabeçada de Lucas Marques defendida por Diogo Silva, aos 31 minutos. Pouco depois, a Ponte respondeu com outra cabeçada. Dessa vez, Luiz Felipe, sozinho, mandou pra fora.
Segundo tempo
No intervalo, o técnico Marcelo Fernandes decidiu manter a equipe da Ponte em campo. Fez os ajustes diante do calor da torcida. Na volta do jogo, a tática deu certo. A Macaca tomou o protagonismo do confronto que era igual e saiu na frente logo aos 3 minutos da etapa final, com Toró, que contou com um desvio e uma falha do goleiro rival.
Aos 24, o VAR entrou em ação para o delírio da torcida da casa. Foi realizada a revisão de um lance, em que Wallace faz falta em Toró. Na cobrança, o ídolo Elvis colocou a Ponte Preta dentro de um sonho que durou mais de um século.
Antes da comemoração, porém, houve uma confusão logos após o gol. Esse desentendimento entre jogadores e comissão técnica das duas equipes terminou com a expulsão do técnico Roger Silva e o zagueiro Vanderley, que estava no banco de reservas do Londrina. Nada que conseguisse manchar o primeiro título nacional de um gigante do interior paulista.


