
Segundo os investigadores, o professor teria usado de sua função para selecionar e abusar das vítima
Foto/Grasiele Gerondi
Um professor que atuava em uma escola de futebol em Americana (SP) está sendo investigado por suposto abuso sexual de adolescentes. O suspeito foi preso temporariamente nesta quarta-feira (26), em sua casa, localizada em Santa Bárbara d’Oeste (SP).
A prisão ocorreu após uma operação da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), que cumpriu mandados de busca e apreensão e prisão. Segundo os investigadores, o professor teria usado de sua função para selecionar e abusar das vítimas, fazendo ameaças para impedir que elas denunciassem.

O homem teve a prisão temporária decretada - Reprodução
As investigações apuram pelo menos três casos. Dois casos de abuso sexual aconteceram em Sertãozinho (SP), em julho deste ano. Uma das vítimas mora em Sumaré (SP) e a outra em Campinas (SP). Elas foram para Sertãozinho para participar de um campeonato e foram abusadas no local.
O terceiro caso é de importunação sexual, que ocorreu em Americana, onde a família da vítima reside e o professor dava aulas. Ele também teria dados aulas em Cosmópolis, mas não há casos relacionados na região até o momento.
Segundo a Polícia Civil, a prisão temporária foi decretada com o objetivo de proteger as vítimas e evitar interferências no andamento das apurações. Ele foi encaminhado à Cadeia Pública de Sumaré. A detenção é temporária é por 30 dias, com possibilidade de prorrogação por mais 30.
Por se tratar de crimes envolvendo menores, os detalhes do inquérito seguem sob sigilo. A Polícia Civil disse que continua a investigação, buscando mapear a extensão total dos crimes e encontrar outras possíveis vítimas.
Posicionamento da Escola
Por meio de nota, a escola onde o professor trabalhava em Americana informou que tomou conhecimento das investigações por meio da imprensa. A escola ressaltou que a detenção aconteceu durante o período de férias.
A instituição esclareceu que não recebeu nenhuma comunicação formal das autoridades, mas reforçou que está à disposição para colaborar com as investigações. Em nota complementar, a escola afirmou ter se reunido com o corpo jurídico e que busca informações oficiais junto às autoridades competentes.
A escola também esclareceu que os jovens mencionados nas investigações não constam como alunos efetivamente matriculados na instituição, e reforçou seu compromisso inabalável com a integridade, segurança e transparência.
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