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Professora da Unicamp é proibida de deixar o país após furto de vírus

Investigação da PF aponta que docente tentou descartar amostras furtadas; marido e aluna estariam envolvidos no crime

Rafaela Oliveira
RAFAELA OLIVEIRA

28/03/2026 • 14:21 • Atualizado em 28/03/2026 • 14:21

A professora doutora Soledad Palameta Miller, docente da Unicamp, está proibida de deixar o Brasil por determinação judicial. Ela responde em liberdade por uma investigação da Polícia Federal (PF) sobre o furto de material biológico de uma área de segurança máxima do Laboratório do Instituto de Biologia da universidade.

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As investigações começaram após uma aluna perceber o desaparecimento de amostras nos dias 13 e 24 de fevereiro. Segundo a PF, imagens enviadas pela Unicamp mostram que o marido da docente, Michael Edwards Miller, que também era aluno de doutorado na instituição, foi o responsável por retirar as amostras e entregá-las à professora.

A Polícia Federal localizou o material biológico em outro prédio do campus, na Faculdade de Engenharia de Alimentos. De acordo com o delegado André Almeida Azevedo Ribeiro, a professora teria tentado descartar o material alvo da investigação logo após o cumprimento do primeiro mandado de busca, realizado em um sábado.

A PF já identificou que ao menos uma aluna auxiliou a professora na retirada das amostras, mas não descarta a participação de outras pessoas no esquema. Agora, os investigadores buscam entender a motivação do crime e se havia um fim comercial para o material.

Aguardam-se laudos da Anvisa e do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) para identificar exatamente quais vírus foram furtados do laboratório. A Unicamp colabora com as autoridades enviando imagens e informações que auxiliam no esclarecimento do caso.

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