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Campinas e Região

Rebelião em penitenciária de Hortolândia: presos queimam colchões em unidade superlotada

A unidade foi estipulada para abrigar 700 presos. No entanto, até o dia 19 de novembro, a unidade detinha 1.277 presos

Da redação
DA REDAÇÃO

24/11/2025 • 14:29 • Atualizado em 24/11/2025 • 14:29

Uma rebelião irrompeu na Penitenciária 3 (P3) de Hortolândia (SP), nesta segunda-feira (24), por volta das 11h40, envolvendo presos da unidade, que tem superlotação de mais de 80% da capacidade total do prédio.

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Apesar da gravidade do incidente, as informações confirmadas pelo Sindpenal (Sindicato dos Policiais Penais do Estado de São Paulo) indicam que, até o momento, não há registro de reféns, feridos ou mortos.

Segundo a Polícia Penal, os presos danificaram portas automatizadas de celas e atearam fogo em colchões e outros objetos, após policiais penais apreenderem bebida alcoólica artesanal no domingo (23).

O fogo gerou uma densa coluna de fumaça preta no céu, visível em imagens registradas por moradores. A fumaça pôde ser observada de vários pontos, não só em Hortolândia, mas também nas cidades vizinhas de Campinas e Sumaré. Por volta das 13h, a fumaça já não estava mais presente no céu.

Em resposta ao tumulto, a Polícia Militar (PM) foi acionada. Um helicóptero Águia da PM foi mobilizado e visto sobrevoando a unidade prisional.

A Polícia Penal também informou que um ato coletivo de indisciplina num dos pavilhões foi controlado com o apoio da Célula de Intervenção Rápida (CIR). Os custodiados estão contidos pela CIR. Os envolvidos serão transferidos para outros presídios paulistas.

Superlotação

O incidente ocorre em uma unidade que está operando muito além de sua capacidade. De acordo com dados da Secretaria de Administração Penitenciária (SAP), a Penitenciária 3 de Hortolândia foi estipulada para abrigar 700 presos. No entanto, até o dia 19 de novembro, a unidade detinha 1.277 presos. Isso representa uma superlotação de mais de 80% da capacidade total do prédio.