
UPA Carlos Lourenço, em Campinas
Foto/Carlos Bassan
A Rede Mário Gatti de Urgência, Emergência e Hospitalar de Campinas (SP) informou que está investigando o grande volume de atestados de profissionais concursados da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Carlos Lourenço. A investigação pode causar diversas penalidades aos envolvidos, como, processo ético-profissional, advertência, suspensão do exercício profissional e até cassação do exercício profissional.
Segundo a Prefeitura Municipal de Campinas, o controle e verificação de atestados de médicos é feito pela Unidade de Saúde do Trabalhador (UST), que é responsável por receber, registrar e monitorar esses documentos por meio de perícia médica.
A Rede Mário Gatti disse que vai investigar o fato de a maioria dos atestados ser solicitados no fim de semana, e também a emissão de atestados por parte de pediatras e ginecologistas, no caso de pacientes homens.
Ainda segundo a Rede Mário Gatti, explica que, em média, são atendidas 200 pessoas por dia na UPA Carlos Lourenço e a escala de trabalho é de 24h, 30h ou 36h semanais. A média de salário mensal é de R$ 20 mil para quem trabalha 24h semanais e de R$ 26 mil para 36h de trabalho semanal. O cronograma de cobertura de ausência é feita pela própria equipe médica de plantão.
O problema foi levado ao Conselho Regional de Medicina (CRM), que vai investigar o caso por meio de uma Comissão de Investigação. O Band Multi, realizou contato com o Conselho, que disse que ainda vai se posicionar, por meio de uma nota a ser divulgada para a imprensa.
O Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público de Campinas (STMC) declarou que desconhece a denúncia e não possui ciência dos fatos apontados.
*Estagiária sob supervisão.

